Câmara Municipal do Entroncamento aprovou Revisão da Carta Educativa Foto arquivo: CME

A revisão da Carta Educativa do concelho do Entroncamento e o Plano Estratégico Educativo Municipal (PEEM) foram aprovados por maioria em reunião de executivo, no dia 18 de outubro. Estes documentos, com um horizonte temporal 2023-2027, pretendem estabelecer a estratégia municipal para a promoção do sucesso escolar e redução da retenção e abandono nas escolas entroncamentenses.

Na prática, a Carta Educativa consiste numa revisão tendo em conta que já havia uma inicial de 2007, tendo a sua revisão sido enredada nos constrangimentos da pandemia. Tendo em conta que a revisão se iniciou em 2019 e que a última ação presencial foi em fevereiro 2020, o processo ficou depois atrasado por causa da pandemia, tendo o mesmo só sido terminado já em 2022, com dados que supostamente já estariam desadequados.

Estes fatores levaram a que tivesse sido feito um suplemento estatístico ao documento para atualização dos dados, no entanto foram mantidas as audições dos atores sociais e da comunidade.

O “mais importante” no entanto não são só os números e a sua dinâmica nos diferentes anos, mas sim a estratégia que se prevê desenvolver no futuro para que o Entroncamento continue a ser um concelho de referência ao nível da educação de excelência, bem como das estratégias, metas e do plano de ação para o desenvolvimento dessa mesma educação, tendo em vista o sucesso escolar e a redução do absentismo e da retenção escolar, referiu o Gabinete da Presidência ao nosso jornal, sendo que este PEEM pretende assim otimizar e desenvolver eixos, métodos e planos de ação, com vista à promoção do sucesso escolar e à educação de excelência no concelho entroncamentense.

Segundo o documento a que o mediotejo.net teve acesso, a Carta Educativa e o Plano Estratégico Educativo Municipal devem assim “promover a criação de condições favoráveis ao desenvolvimento de centros de excelência e de competências educativas, bem como a gestão eficiente dos recursos educativos disponíveis”, sendo que visa ainda “afirmar a Educação como vetor estratégico do território, assente na qualificação e atração de cidadãos, assumindo uma política educativa de continuidade e qualidade, integrada e articulada com outras ofertas fundamentais de desenvolvimento no município”.

A vereação afeta ao PSD apontou algumas incongruências e gralhas a serem retificadas, afirmando que “devia haver uma maior coerência” nalguns aspetos, acabando mesmo por sugerir que o ponto fosse retirado da ordem de trabalhos da reunião, que o documento fosse atualizado e se fizesse uma reunião com a equipa responsável pelo estudo para se perceber algumas das opções tomadas.

A votação, no entanto, prosseguiu, tendo o documento sido aprovado com os votos favoráveis do PS e do vereador independente (ex-Chega) Luís Forinho, e as abstenções do PSD. A proposta do documento vai agora ser submetida à DGEstE (Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares) para aprovação, pelo que só depois será apreciado em Assembleia Municipal.

Para a revisão da Carta Educativa e elaboração do Plano Estratégico Educativo Municipal foi estabelecida uma parceria com a NOVA FCSH (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa), cuja equipa foi responsável por elaborar o diagnóstico concelhio, a auscultação aos atores locais e delinear os objetivos estratégicos do Plano de Ação Concelhio.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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