Foto arquivo: mediotejo.net

O vereador do PSD no Entroncamento, Rui Gonçalves, alertou em reunião do executivo para o “incumprimento” e para uma “deficiente prestação de serviço” por parte da RSTJ, empresa responsável pela recolha dos resíduos no concelho, sendo secundado pelo presidente da Câmara, Jorge Faria (PS). O vereador sublinhou que os resíduos de cartão estiveram 15 dias sem serem recolhidos e que durante 9 dias não houve recolha dos plásticos e metais.

“Não é desculpa o Natal, não é desculpa o Ano Novo… a RSTJ tem feito um trabalho, vou ser simpático, menos bom na recolha seletiva de resíduos. Em muitas partes da nossa cidade tivemos mais de 15 dias sem recolha de resíduos seletivos, nomeadamente no que diz respeito ao cartão. O plástico foi um bocadinho menos, foram nove dias, mas mesmo assim, é completamente desajustada a gestão que está a ser feita”, começou por referir.

O vereador acrescentou que, tendo em contra o contrato realizado entre a Câmara Municipal do Entroncamento e a RSTJ, esta se encontra em “manifesto incumprimento das suas funções”.

Dirigindo-se ao presidente da Câmara, Rui Gonçalves referiu que o seu grupo partidário “apoia completamente” a decisão tomada, nomeadamente uma advertência a esta entidade ou “qualquer decisão que seja para criticar a RSTJ”.

Foto: Resitejo

“Efetivamente, a gestão dos resíduos seletivos tem sido menos do que boa, para ser simpático. Não se justifica termos mais do que uma semana, quanto mais quinze dias, resíduos amontoados, cartão sobre cartão, plástico sobre plástico à volta, porque as pessoas também fazem isso… umas por necessidade, porque não têm espaço para guardar esses resíduos. Efetivamente temos a recolha porta a porta, mas mesmo a porta a porta não está a funcionar como deve ser”, acrescentou, reforçando a necessidade de rever com urgência o protocolo em vigor.

Jorge Faria (PS), presidente do município, confirmou a existência de “alguma dificuldade na recolha por parte da RSTJ”, tendo ainda referido que a autarquia já entrou em contacto com a empresa, “mais do que uma vez, quer de forma oral, quer escrita”, dando conta do não cumprimento de algumas das obrigações.

Contundo, relativamente à questão da recolha seletiva do papel, Jorge Faria indicou ter havido “uma justificação, que aconteceu no mês de dezembro, em que houve uma avaria do compactador e daí ter havido um atraso que não é normal”.

A Resitejo foi fundada em 1996. Foto: Filipe Melo

“O que tem estado mais em causa é a recolha dos RSU, porque a recolha seletiva, tirando este período em que houve este problema, felizmente têm estado a cumprir. Depois há um outro pormenor que é importante nós não esquecermos e que é que nós próprios nos auto-organizássemos no sentido de colocar os resíduos nos locais respetivos”, indicou o autarca.

A Câmara não “coloca de parte” a possibilidade de, caso o serviço não melhore, reavaliar o contrato ou a natureza contratual em vigor, “sendo certo que esta é uma decisão que tem de ser muito ponderada porque implica a substituição do sistema por outro, o que não pode ser de um dia para o outro, como saberão”.

“Nas Assembleias da RSTJ temos confrontado a direção com estes problemas, mesmo do ponto de vista da votação, tomando posições quer através de declarações de voto ou de votações de abstenção ou até mesmo contra algumas das propostas, por esta deficiente prestação de serviço que está a acontecer”, concluiu.

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

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