Entroncamento avança com nova escola básica de quase seis milhões de euros. Foto: CME

O município do Entroncamento assinou esta sexta-feira o auto de consignação da empreitada da nova Escola Básica Sophia de Mello Breyner Andresen, num investimento de 5,87 milhões de euros, acrescido de IVA, com prazo de execução de 540 dias.

“Hoje damos, realmente, um passo muito importante para o Entroncamento”, afirmou o presidente da Câmara Municipal, Nelson Cunha, após a assinatura do auto de consignação, considerando que se trata de uma obra “muito esperada” e essencial para garantir melhores condições à comunidade escolar.

A nova escola, localizada na Rua dos Ferroviários, na freguesia de Nossa Senhora de Fátima, vai substituir o atual estabelecimento de ensino, que apresentava problemas estruturais e cuja estabilidade suscitava dúvidas, segundo o autarca.

“Quando falamos da segurança das nossas crianças, a única decisão possível é construir uma escola nova”, afirmou Nelson Cunha, explicando que o município decidiu confirmar no terreno a situação do edifício logo no início do atual mandato.

A empreitada prevê a construção de um estabelecimento com oito salas de educação pré-escolar e oito salas do 1.º ciclo do ensino básico, além de biblioteca, sala de ciências, ginásio, sala polivalente, refeitório e cozinha, salas para educadores e professores, instalações sanitárias, balneários e áreas técnicas.

Está igualmente prevista a requalificação dos espaços exteriores e dos equipamentos e mobiliário infantil, com o objetivo de criar uma infraestrutura “segura, moderna e preparada para o futuro”, segundo o presidente da Câmara.

“Mais do que construir um edifício, estamos a criar melhores condições para aprender, crescer e ensinar”, sublinhou Nelson Cunha, defendendo que o investimento coloca o Entroncamento “num novo patamar do ensino”.

Apesar do investimento global rondar os seis milhões de euros, o autarca adiantou que existe algum financiamento externo, embora a “maioria” da verba seja assegurada pelo município.

Entroncamento avança com nova escola básica de quase seis milhões de euros. Foto: CME

“É dinheiro que tem de ser muito bem gerido”, afirmou, garantindo que a execução da obra será acompanhada e fiscalizada pelo município para assegurar uma adequada aplicação dos recursos públicos.

Crianças continuam noutras escolas durante a obra

Durante os cerca de 540 dias previstos para a execução da empreitada, os alunos atualmente abrangidos pela escola continuarão distribuídos por outros estabelecimentos de ensino, situação que já se verifica desde o encerramento do edifício devido aos problemas estruturais.

Nelson Cunha explicou que a solução para o período de transição será definida em articulação com o agrupamento de escolas, tendo em conta o número de matrículas e as necessidades que vierem a ser identificadas.

Questionado sobre a capacidade da nova escola para responder ao crescimento populacional do Entroncamento, Nelson Cunha afirmou que, apesar do aumento da população, “os números” das matrículas não aumentaram até ao momento.

Ainda assim, considerou a nova infraestrutura uma necessidade para o concelho, quer pela resposta educativa, quer pela modernização das condições existentes.

Município mantém intenção de requalificar Escola Secundária

A construção da nova Escola Básica Sophia de Mello Breyner Andresen decorre em paralelo com outro projeto considerado prioritário pelo município: a reabilitação integral da Escola Secundária do Entroncamento.

Nelson Cunha revelou que o projeto, estimado em cerca de 13 milhões de euros, não avançou através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), por a escola ter sido enquadrada como de “grau 3”, enquanto o financiamento disponível abrangia estabelecimentos classificados como de “grau 2”.

O presidente da Câmara criticou esse enquadramento, considerando que uma escola com cerca de 30 anos não deveria ficar excluída de um programa de requalificação desta natureza, e afirmou que o município está a trabalhar para que seja feita uma nova avaliação do estabelecimento.

Com o prazo do PRR entretanto ultrapassado, o município terá agora de procurar uma nova linha de financiamento para concretizar a intervenção, mas Nelson Cunha garantiu que não vai desistir do projeto.

“Não vou desistir. Isto não desisto. Não vou desistir e vou ter a certeza que, se não for neste mandato, no próximo, temos que conseguir”, afirmou.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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