Cidade do Entroncamento. Foto ilustrativa: DR

O presidente da Câmara do Entroncamento reuniu esta semana com o diretor nacional da Polícia de Segurança Pública a propósito das questões de insegurança no concelho. Com um “claro compromisso” por parte da PSP em reforçar a presença e visibilidade desta força de segurança na cidade, nesta reunião Jorge Faria defendeu a necessidade do Entroncamento acolher uma das equipas de intervenção rápida do Comando Distrital da PSP e da Divisão Territorial de Tomar.

Após as cartas enviadas pelo presidente da autarquia entroncamentense à PSP, nomeadamente ao Comando Distrital de Santarém, expondo situações de insegurança no concelho, no início deste mês de abril Jorge Faria, acompanhado pelo presidente da Assembleia Municipal do Entroncamento, Luís Antunes, reuniu presencialmente com o diretor nacional da PSP para debater a necessidade de reforço e melhoria da eficácia da esquadra do Entroncamento, assim como as questões relativas ao processo de licenciamento e construção da nova esquadra.

“Não só tenho solicitado esta reunião, como tenho transmitido ao diretor nacional e ao comandante distrital de Santarém as situações mais graves que têm ocorrido nesta matéria. Em resultado disso, o diretor nacional, o superintendente chefe Manuel Augusto Magina da Silva, convidou-me para uma reunião e fiz-me acompanhar pelo presidente da Assembleia Municipal, que também tinha solicitado uma reunião”, expôs o edil na reunião do executivo camarário que decorreu esta semana.

Em cima da mesa, explanou Jorge Faria, foram colocados “os dossiers que nos preocupam a todos”, tendo sido demonstrado por parte do diretor nacional da PSP “um claro compromisso de aumentar a presença e a visibilidade da PSP na nossa cidade”.

“Aliás, deu instruções diretas ao senhor comandante distrital”, acrescentou.

No entanto, o edil sublinhou que não há “um compromisso tão claro do reforço do número de efetivos”, reforço esse que é competência do Comando Distrital.

“Há também uma clara assunção de serem tomadas medidas para melhorar a eficácia da esquadra em dois sentidos: uma relativamente ao comando, e outra, em que foi claramente assumido pelo diretor nacional que eram inaceitáveis comportamentos dos agentes que tendessem a afastar os munícipes do posto da PSP do Entroncamento. Reiterou que haver pouco ou muito efetivo em nada justifica comportamentos que todos nós temos tido conhecimento em que algumas pessoas quando se dirigem à PSP não lhes é facilitada a comunicação de incidente”, informou ainda o autarca entroncamentense.

Áudio | Jorge Faria, presidente da CM Entroncamento, fala sobre reunião com Direção Nacional da PSP

“Também falei na necessidade de ser localizada no Entroncamento uma das equipas de intervenção rápida do Comando Distrital da PSP e da Divisão Territorial de Tomar, foi-me garantido que iriam estar presentes sempre que fosse (…) aliás, tem sido mais visível a presença durante este ano de reforços na nossa cidade, o que tem reflexos”, prosseguiu.

O autarca voltou ainda a reforçar o apelo para que os munícipes denunciem as ocorrências à PSP, afirmando que tal atitude é dar “um grande contributo para a melhoria do sistema de segurança” na cidade.

Áudio | Jorge Faria, presidente da CM Entroncamento, faz apelo aos munícipes

Quanto à nova esquadra da PSP, que se espera começar a ser construída até ao final de 2022, Jorge Faria deu conta de que “faltava limar alguns pormenores do projeto final de especialidades” para o mesmo ser enviado para a Direção Nacional da PSP e para a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.

“Já estamos a conversar com a Secretaria-Geral da Administração Interna porque há uma situação que passámos de um orçamento de cerca de 1 milhão para um orçamento que vai atingir quase os 2 milhões”, disse, afirmando que não há razão para preocupação a esse respeito e que a tomada de posse do novo Governo “em nada influenciará” o prosseguimento deste processo.

Ana Rita Cristóvão

Abrantina com uma costela maçaense, rumou a Lisboa para se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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3 Comentários

  1. Aproveitem que vão ter mais recursos e comecem finalmente a atender as minhas chamadas para que passem na Rua Forno do Grilo a multar a fila de carros que estacionam lá sempre que há atividades no pavilhão. Têm milhares de lugares a caminho do Eleclerc, mas não podem andar 200 metros a pé.

  2. A PSP do Entroncamento, terá uns 37 agentes, se meterem sequer 6 deles permanentemente a circular nas ruas já faria uma diferença no sentimento de segurança.
    Eles só não andam nas ruas porque é esta a política de décadas: ficar na esquadra à espera de serem chamados, e as poucas patrulhas serem feitas dentro de veículos. Estão na rua em serviço e não foram chamados? É uma operação “especial”… seja comércio seguro, idosos em segurança, ou outra treta qualquer… o estarem a pé na rua é porque é algo especial, muito especial… tão especial que raramente acontece.

    Pessoalmente sou da opinião de extinguir a PSP e a GNR, despedir todos os elementos da mesma, e formar uma nova força de segurança pública, onde nenhum dos actuais membros da PSP & GNR tenha presença, para não levarem os seus maus vícios para a nova instituição, e claro: que a nova instituição esteja voltada para a manutenção da paz e segurança pública.

  3. Ao nível rodoviário nunca vi tantas infracções cometidas diariamente nesta cidade ! Estacionamentos em sentido contrário, estacionamentos em rotundas, sinais mal colocados há de tudo à vista de toda a gente, menos da PSP ! Como antigo instrutor na DGV a aplicação da lei rodoviária nesta cidade ao fim de 1 ano daria certamente rendimento para construir a nova esquadra !

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