Foto: mediotejo.net

Em 2016 começaram as primeiras conversas. Numa daquelas coincidências – ou aquilo que por vezes é chamado de destino – duas pessoas começaram a formar dois grupos no Entroncamento visando a criação de um clube para reavivar o futebol sénior na cidade ferroviária. À frente de cada um desses dois grupos estavam Paulo Costa e Marco Faria, “sócios nº1 e nº2” do EAC, como se apresentaram ao nosso jornal.

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Foi este o primeiro passo que desencadeou várias reuniões prévias com um grupo de pessoas (que praticamente todas estão hoje na direção) as quais “tentaram reativar o futebol aqui no Entroncamento no final praticamente de mais de uma década que não havia aqui futebol sénior (…) e que se juntaram no fundo para reativar o futebol sénior e trazê-lo novamente à cidade, neste caso ao Estádio do Bonito, aos domingos”, explicou Paulo Costa, presidente da direção.

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Foi só ao final de dois anos que se chegou à conclusão que havia efetivamente uma base de sustentação que permitiria criar o clube, o qual depois “muito rapidamente criou um laço importante” com a cidade e as pessoas, as quais também se “reaproximaram” ao futebol sénior.

“Portanto é um clube relativamente recente que vai fazer cinco anos em junho próximo, mas que nestes cinco anos acaba por ter duas subidas de divisão, acaba também por num dos anos, que é um ano de pandemia, atravessar um período extremamente perturbado – e se já o foi para clubes que tinham alguma base de sustentação e alguma estabilidade e tiveram dificuldades, agora imagine-se um clube acabado de criar e que nasceu do zero e atravessou esse período também e conseguiu sair dele”.

“Felizmente nesta altura é um clube extremamente estável, portanto é no fundo um clube resiliente que acabou por depois de ser criado mostrar que efetivamente quando as coisas são feitas com pessoas de vontade e de qualidade e quando há, para além do clube, pessoas que se querem aproximar e fazer o clube cada vez maior, há possibilidades de facto de ter uma boa base de sustentação do clube na cidade, neste caso”, sintetizou Paulo Costa.

Essa base de sustentação, explica o presidente do EAC, passa desde logo pelas pessoas e depois também, invariavelmente, pelos patrocinadores:

“Os clubes são feitos pelas pessoas”, diz Paulo Costa, que afirma ter “a sorte” de ter a trabalhar a seu lado um grupo de pessoas “ excecionais na forma como geriram o clube desde a primeira hora”. “E fundamentalmente também não nos podemos esquecer daqueles que são os impulsionadores-mor do clube, que são os patrocinadores”.

Neste campo, a Câmara Municipal é o maior patrocinador do EAC – “apesar também de dizermos que queremos sempre um pouco mais e que nos faz falta sempre um pouco mais”, diz Paulo Costa – colocando à disposição a utilização do complexo desportivo do Bonito ou auxiliando naquilo que são os transportes, facultando o edifício que atualmente serve de sede ao clube – “um espaço que nos deixa reunir, nos deixa pensar o clube” – onde se pretende igualmente abrir uma zona de bar para arrecadar mais alguma receita.

“E depois todos os outros patrocinadores à volta do clube, que não são muitos, mas aqueles que são têm sido de facto fiéis e têm sido importantíssimos no crescimento do clube. Esta é a base de sustentação que eu falo”, frisou.

O Município do Entroncamento e o Entroncamento Atlético Clube quando assinaram um protocolo de cedência de espaço para a instalação da sede deste novo clube da cidade. Foto arquivo: CME

Para a estabilização do clube contou muito também uma gestão “muitíssimo boa” por parte dos seus dirigentes: “o clube hoje, passados cinco anos, atravessando períodos de pandemia, não deve um único cêntimo a ninguém, tem património, começou do zero, que nem nome tinha, não tinha símbolo, não estava registado (…) e que ao começar do zero, passados cinco anos não dever nada a ninguém atravessando um período difícil, competindo quatro épocas seguidas, tendo património e tendo capacidade de gerir isto tudo, é de facto um caso de sucesso e que nos orgulha de facto pelas pessoas que me acompanham na direção”, disse Paulo Costa.

A rondar os 1600 ou 1700 euros, são os valores dos encargos fixos mensais com que se depara o Entroncamento Atlético Clube, onde ninguém é compensado financeiramente além do treinador, fisioterapeutas e de uma pessoa que faz a gestão e lavagem dos equipamentos. Os gastos repartem-se depois por taxas de jogo da Associação de Futebol de Santarém, das taxas de policiamento nos dias de jogos, em (parte) dos transportes e outros gastos correntes.

“E só isto falamos num encargo fixo mensal que ronda os 1600-1700€, que dá cerca de 17 mil euros por ano, num clube onde as receitas não são tão grandes assim quanto se possa pensar para fazer face só a estas despesas, porque depois vão existindo outras ao longo do tempo”, analisa o presidente do EAC.

Evidente nos jogos da equipa entroncamentense, especialmente nas partidas disputadas em casa, é a presença de uma massa adepta bastante jovem que é visivelmente mobilizada por este projeto, naquele que é “um dos motivos que nos orgulha muito no clube”, diz Paulo Costa.

Marco Faria, braço direito de Paulo Costa, considera igualmente que esse fator é “extremamente importante” e que essa foi aliás uma ideia primordial no projeto.

“Foi não só, e em primeiro lugar, formar aquilo que não existia no Entroncamento há 10 anos, que era o futebol sénior, que foi por onde começámos, mas também chegar à população. Felizmente conseguimos chegar à população no geral. É uma grande verdade que nos nossos jogos acabam por existir uma falange jovem enorme, que nos acompanham para todo o lado, as pessoas notam muito mais aqui em casa porque é normal, mas são pessoas que nos acompanham para todo o lado, e eu acho que isso é uma das coisas que tem feito também com que este clube cresça”.

“Nós fazemos, nós somos o motor aqui dentro, mas há muitas coisas lá fora que fazem com que ele também cresça, com que tenha uma visibilidade diferente, com que seja visto de uma forma diferente, e queremos que seja sempre visto pelo bem e não pelo mal, e eu acho que todas estas pessoas têm sido muito importantes para que o clube tenha tido esse reconhecimento, porque já não é só conhecido no Entroncamento, já é conhecido além-Entroncamento, e tudo isto tem sido extremamente importante para que o clube também se tenha desenvolvido da forma como se desenvolveu até hoje”, notou Marco Faria.

O EAC aposta em jovens atletas formados no concelho. Foto: mediotejo.net

Por falar em juventude, outro objetivo do clube passa pelo lançamento de jovens formados desportivamente na cidade, com clubes com pergaminhos na formação, como o CADE.

“A questão do lançamento dos miúdos era outro dos pontos assentes que tínhamos no futebol sénior, que era todos os anos termos capacidade de quando tivéssemos equipa de futebol júnior, termos possibilidade de lançar jogadores vindos da formação”, sendo que para o efeito o EAC tem até um protocolo estabelecido com o clube de formação da cidade, o CADE (Clube Amador de Desportos do Entroncamento), o qual “tem feito um papel importante até aos juvenis”, explica Paulo Costa.

“Nós em quatro anos, provavelmente aproveitámos cerca de 16, 17 miúdos vindos da formação. Hoje temos 94% ou 95% do plantel sénior que foram formados no Entroncamento, e essa é de facto uma das nossas bandeiras que não queremos largar”, adiantou ainda o dirigente.

“Aliás, não é por acaso que o nosso plantel sénior é dos mais jovens da primeira divisão, tem mesmo a ver com isto, tem a ver com a nossa aposta, tem a ver com uma situação que nós sempre pensámos desde início, é que só fazia sentido fazer juniores se fosse para aproveitar e para dar continuidade àquele trabalho que vem sendo feito pelo CADE, só dessa forma, a meu ver, faz sentido ter juniores, porque ter juniores só por ter e dizer que temos, para nós não fazia muito sentido. Fazia sentido sim, aproveitar a qualidade que vem de baixo”, complementou Marco Faria.

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Mas para além de aproveitar a juventude agora formada desportivamente, a criação do Entroncamento Atlético Clube permitiu igualmente a outros jogadores mais velhos continuarem a prática de futebol na sua cidade, como é o caso de Gonçalo Santos, jogador que integrou o projeto desde o primeiro momento:

“[Pertencer ao EAC] É jogar na terra. Sempre morei aqui no Entroncamento, quando o Paulo propôs pertencer ao projeto não hesitei, tinha deixado de jogar à bola e voltei a jogar à bola para o clube da minha terra, tinha cá os meus amigos todos e é por isso que aceitei. A base da amizade é fundamental e é isso que chega”, afirmou ao nosso jornal o defesa do Entroncamento.

Palavras que vão de encontro à perspetiva de David Martins, outro jogador que abraçou o clube desde a sua criação, e que afirma que era uma vontade que tinha: “regressar à minha cidade e jogar à bola, estar com os meus amigos a jogar na minha cidade”, algo que já é possível e até no patamar pretendido, que é a primeira divisão distrital, sendo que “depois mais logo ver o que é que se pode fazer, onde é que podemos chegar com o clube, com mais consistência, com mais existência no campeonato e estabilidade para atrair mais jogadores que queiram dentro desta perspetiva de sinceridade e de honestidade de um clube que se está a criar e se está a estabilizar a nível distrital vir para cá jogar”.

Júlio Batista, atual treinador do EAC. Foto arquivo: mediotejo.net

Júlio Batista, o atual treinador da equipa sénior, não integrou o projeto desde o início, mas considera que este “é um projeto se calhar diferente da maioria aqui do futebol distrital, ou seja, a sua base assenta em alguns valores que são distantes ou diferentes de outros porque é um clube que voltou a dar futebol sénior a uma cidade como o Entroncamento (…) e é um clube que também assenta um bocado nessa ideia de desenvolver os jovens da cidade, promover a cidade, promover os jovens da cidade, não comparando com outras realidades do futebol distrital, como é óbvio, e é também esse registo que me agrada em estar aqui”.

“É um clube que me dá todas as condições para trabalhar ao nível da semana em termos logísticos e de material não tenho razão de queixa de nada ou que me falte nada, o que isso por si só já é bom, e depois a nível humano temos esse registo de trabalhar com jovens, apostar na formação, olhar para aquilo que é feito na nossa cidade, olhar para os jogadores que fizeram muitos anos na formação aqui na cidade e trazer também um bocado o futebol de antigamente, trazer as pessoas da cidade ao futebol, com os jogadores da terra que acho que é muito importante e é fundamental hoje em dia no futebol ainda mais no registo a nível distrital”, acrescentou ainda o técnico em declarações ao nosso jornal.

No total, o EAC movimenta 53 atletas (na equipa sénior e de juniores), sendo que existem depois três treinadores na equipa júnior, três treinadores na equipa sénior, dois fisioterapeutas e dois técnicos de equipamentos.

“E já é uma estrutura para um clube que é relativamente recente mas que cada vez mais vai sendo uma certeza quer na cidade, quer no distrito. O Entroncamento Atlético Clube, hoje, é conhecido praticamente em todo o distrito, e isso é de facto muito gratificante para nós. Tem sido um trabalho extremamente duro, mas que acaba por nos dar muita satisfação”, considera Paulo Costa, fundador e atual presidente do clube.

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De uma forma “sintetizada”, quer em termos desportivos quer em termos financeiros, “acho que não se poderia pedir mais do que aquilo que se tem neste momento”, disse Paulo Costa, quando lhe pedimos para fazer uma retrospetiva e análise ao percurso e atualidade do clube.

“A única coisa que se poderia mais é de facto – e já tem havido muito, mas achamos sempre que é pouco – é uma maior aproximação ao clube quer das forças vivas da própria cidade, quer inclusivamente daquilo que já tem sido na nossa opinião importante da autarquia junto do clube, mas que necessariamente à medida que o clube vai crescendo, obviamente que a autarquia também tem de olhar de forma diferente para aquilo que é o crescimento do clube”, afirmou o dirigente desportivo.

“Não podemos ter sempre a mesma perspetiva perante diferentes desenvolvimentos. Quando existe um desenvolvimento maior tem que haver uma perspetiva diferente daquela que havia se calhar no início. Mas com isto não queremos dizer que não estamos extremamente reconhecidos com aquilo que tem sido feito até aqui, estamos muitíssimo gratos, mas gostaríamos também que cada vez mais a perspetiva fosse no sentido de ver o crescimento daquilo que tem sido muito rápido do clube, que é importante também acompanhar aquilo que é o apoio permanente, quer da autarquia, quer das outras forças vivas da própria cidade porque as pessoas que cá estão também cada vez mais vão dando de si muitas vezes aquilo que não têm, e portanto esta era aquela visão que gostávamos de ter no futuro do clube”, detalhou ainda Paulo Costa, que tem também como objetivo estabilizar o EAC “de uma forma permanente” na primeira divisão distrital, naquele que considera ser “o lugar do clube”, de uma cidade com muita história no futebol.

Paulo Costa é o sócio nº1 e atual presidente do clube. Foto arquivo: mediotejo.net

Mas para além de estabilização financeira (já alcançada) e desportiva (em curso), Paulo Costa garante que o mais difícil ainda assim é conseguir uma estabilização do ponto de vista humano, “(…) com recursos humanos que o pudessem dirigir num futuro próximo, porque as pessoas não se eternizam nos lugares ou não se devem eternizar em nenhum lugar, e eu muito honestamente gostaria de ver um jogo de futebol num futuro próximo na bancada de uma forma diferente que vejo hoje, mas também gostaria simultaneamente que quando estivesse a ver esse jogo saber que havia recursos humanos que estavam a dirigir o clube pelo menos com a mesma vontade, com a mesma seriedade e com a mesma capacidade que a nossa direção o tem tentado fazer até agora”.

“E isso para nós é uma marca que gostaríamos de ver num futuro próximo, era alguém que viesse e que de facto conseguisse dar continuidade àquilo que se criou, porque nós efetivamente não demos continuidade a nada, criámos. Foi no fundo uma criação, criámos, vamos tentar estabilizar e vamos tentar estabilizar conseguindo pessoas que deem continuidade a este projeto, esse é um dos grandes objetivos que temos também”, acrescentou Paulo Costa.

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Falando com dois fundadores de um clube recente – a caminho dos cinco anos – que perdurou e prevaleceu enfrentando anos pandémicos e que já conta no seu histórico com duas subidas de divisão, não poderíamos deixar de questionar sobre a sua visão quanto ao recente caso do Villa Athletic Club.

Sobre este tema, Paulo Costa não se quis “alongar muito” até por não estar por dentro da realidade do projeto, mas referiu que este caso talvez tenha vindo comprovar a importância dos recursos humanos e que é preciso “pensar-se muito bem antes de se entrar em determinados projetos, da viabilidade deles”.

“E eu não quero dizer que não se tenha de facto pensado nesse capítulo mas ao que parece as coisas não correram bem e é conforme digo, se calhar vale a pena ter a absoluta certeza para onde se vai, para onde se quer ir, sem entrar de uma forma mais profunda sobre o assunto”, refletiu.

Marco Faria corroborou as palavras de Paulo Costa, acrescentando que às vezes se tem de pensar duas vezes antes de se entrar em algo, relembrando que no caso do Entroncamento Atlético Clube se andou em conversas e planos desde 2015/2016 e que o clube só foi formado em 2018, contando nos entretantos com vários avanços e recuos.

“E houve sempre uma coisa que eu tive na mente e o Paulo também, é que o clube só iria arrancar quando nós sentíssemos que estava pronto para arrancar a todos os níveis. Eu acho que quando se começa um clube, a parte essencial é pensar-se e tentar-se prever o futuro e tentar prever o futuro é saber os gastos que vamos ter, saber tudo aquilo que nos vai acontecer durante meses. E isso foi a nossa maior preparação, foi essencialmente na parte financeira ter a certeza quando arrancámos que ok, vamos arrancar com este projeto, este projeto vai custar isto, mas nós sabemos que estamos aqui, que estamos seguros sobre isto, e isto infelizmente não acontece muito e não é só neste caso, há outros casos em que isto acontece”, notou.

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Quanto ao futebol distrital, em Santarém, Paulo Costa acredita que este melhorou “significativamente” no que toca às condições dadas aos atletas, mas que em contrapartida e “curiosamente”, cada vez mais se assiste a uma dificuldade enorme no recrutamento logo a partir dos escalões de base.

Julga que no Entroncamento ainda não se nota esta dificuldade porque é um centro de grande densidade populacional, existe muita juventude, pelo que “ainda não se sente a falta no recrutamento dos miúdos mas sente-se uma enorme disputa por eles, porque o futebol mudou muito”.

“E depois, no futebol sénior, existe uma dificuldade enorme no recrutamento porque os miúdos a partir do escalão de juniores começam a entrar na universidade praticamente todos (…) muitos deles abandonam precocemente a prática do futebol (…)”, lembra Paulo Costa.

“E aí estas são as diferenças que existem daquilo que é a realidade do passado e a realidade atual: melhores condições, maiores dificuldades no recrutamento a partir praticamente dos juniores para cima, há uma dificuldade muito grande em recrutar para jogar futebol”, analisa Paulo Costa, que crê igualmente que os clubes vivem hoje com maiores dificuldades financeiras, também tendo em conta o aperto do controlo em termos financeiros e fiscais, algo que no entanto é positivo, no seu entender.

Em cinco anos o EAC celebrou a subida à primeira divisão por duas vezes. Foto arquivo: mediotejo.net

“Ainda não mudou o que deveria mudar e pronto, vamos fazendo o caminho até lá, mas existem de facto algumas diferenças daquilo que era há alguns atrás a esta parte, vamos ver qual é que vai ser o futuro próximo, mas uma coisa é certa: também se nota efetivamente uma dificuldade muito grande na realidade de hoje que é os tais recursos humanos”.

“Estas associações hoje vivem com uma enorme dificuldade em que as pessoas se aproximem, se tornem dirigentes de forma gratuita e por carolice, há uma dificuldade enorme no recrutamento das pessoas e as associações vivem das pessoas, e eu vejo com alguma apreensão o futuro muito próximo de algumas associações naquilo que é a sua continuidade se as coisas não mudarem significativamente”, alertou.

“Porque a qualidade também exige formação, a formação também exige profissionalismo, o profissionalismo se calhar também exige outro tipo de compensações e eu efetivamente e inclusivamente sou apologista para que haja tudo isto, esta qualidade, este profissionalismo e esta garantia que estes próprios clubes, mesmo em termos distritais, se tudo mudou naquilo que é o desporto e o futebol também, tem que mudar a este nível também, inclusivamente tornando duas ou três pessoas nos clubes também de certa forma profissionais e remuneradas, porque estes clubes em breve vão desaparecer se continuarmos só única e exclusivamente pela carolice porque as pessoas hoje têm muita coisa para fazer para além daquilo que é o associativismo”, refletiu ainda o presidente e fundador do EAC.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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