“Estas duas empreitadas são de um ciclo prolongado, foram anos de trabalho para podermos chegar aqui hoje, de trabalho junto dos financiamentos, das equipas projetistas e dos nossos serviços, e que permitiram lançar hoje esta primeira pedra”, disse hoje a presidente da Câmara do Entroncamento, Ilda Joaquim (PS), no local das duas obras, ambas com um prazo de execução de 18 meses.
Ilda Joaquim falava aos jornalistas após ter descerrado uma placa que assinalou o arranque da empreitada de reabilitação urbana da zona junto ao Museu Nacional Ferroviário, obra que inclui uma nova biblioteca, ao mesmo tempo que as máquinas pesadas derrubavam as paredes de um antigo armazém ali situado.
“Estamos aqui no centro da cidade, onde vai nascer uma nova centralidade e um centro cultural, um espaço ligado às artes, um centro de convívio e onde a biblioteca desempenhará um papel muito importante”, declarou.





O projeto da “nova centralidade zona norte” inclui uma zona pedonal na Rua Elias Garcia com áreas verdes de lazer”, a criação de uma “praça digna” frente ao Museu Nacional Ferroviário, um parque de estacionamento subterrâneo livre, libertando outros estacionamentos da cidade e um edifício para uma biblioteca “moderna e funcional”, equipada com várias salas e funções multiúsos.

ÁUDIO | ILDA JOAQUIM, PRESIDENTE CM ENTRONCAMENTO:
“Estamos aqui no centro da cidade, onde vai nascer uma nova centralidade e um centro cultural, um espaço ligado às artes, um centro de convívio e onde a biblioteca desempenhará um papel muito importante”, declarou.
Para Ilda Joaquim, “a concretização da nova centralidade e Biblioteca Municipal acompanha a requalificação urbana já concretizada da Rua Ferreira Mesquita e dos Bairros Ferroviários” e significa a “renovação de toda a área envelhecida adjacente”.
A empreitada, com prazo de execução de 540 dias, foi entregue à empresa Vomera Building Solutions, e representa um investimento de 5,8 milhões de euros (ME), com um financiamento a rondar os 3,4 ME por parte do FEDER, com o município a assumir 1.4 ME, com recurso a um empréstimo.
A autarquia refere que existe a possibilidade de o valor total de financiamento “vir a aumentar, de acordo com as medidas para acelerar a execução no investimento público”.
Também hoje a autarca do Entroncamento assinalou, com o colocar da primeira pedra, a construção da Escola Básica Sophia de Mello Breyner Andresen, estando a decorrer, até 24 de julho, o concurso público para uma empreitada orçada em 7.7 ME e que vem dotar este equipamento com oito salas para o ensino pré-escolar e oito salas para o ensino básico, com uma capacidade total para 400 alunos.
A obra representa uma resposta ao crescimento populacional verificado nos últimos anos no Entroncamento e onde, atualmente, os espaços escolares estão “totalmente preenchidos”, tendo Ilda Joaquim indicado a presença de “alunos de 40 nacionalidades diferentes” e que “representam 33% do total de crianças matriculadas nas escolas” da cidade.
“Temos, de facto, os espaços atuais dos nossos equipamentos escolares completamente preenchidos e, para a construção desta escola, que era inicialmente apenas um jardim de infância, entendemos que era importante aumentar para o primeiro ciclo. Significa uma resposta às necessidades, significa o podermos sair de uma situação de grande acumulação de atividades no mesmo espaço das outras escolas, para poderem também folgar e acolher com a melhor qualidade possível todos os alunos.




A nova Escola Básica vem substituir um jardim-de-infância que já existia e que teve de encerrar por questões de segurança.
O futuro equipamento educativo inclui a ampliação do número de salas, ginásio e apoio de balneários, um campo de jogos exterior e equipamentos infantis, a par de uma biblioteca e sala de recursos.
O projeto prevê ainda a ampliação das áreas de apoio, nomeadamente “refeitório, sala polivalente, sala de ciências, instalações sanitárias, sala de professores, sala de assistentes operacionais e áreas administrativas”, o que se “materializou na ampliação da área de implantação e construção e áreas de apoio cobertas”.
A empreitada, cujo concurso público está a decorrer, até 24 de julho, representa um investimento global na ordem dos 7.7 ME [7.675.267,00 €], com um financiamento a rondar os 2,6 ME por parte do FEDER, com o município a assumir 4 ME [3.987.400,00 €], com recurso a um empréstimo.
A autarca deu ainda conta que estas empreitadas poderão não ser as últimas do atual ciclo autárquico, que fecha com as eleições de 12 de outubro, tendo em conta que ainda falta, pelo menos, assinar o arranque de uma obra no âmbito da estratégia local de habitação, num investimento na ordem dos 16 ME.

“Não posso dizer é o fecho das grandes investimentos, porque ainda temos um investimento de habitação social, que é a fase 2 da nossa estratégia local de habitação. Em março de 2024 apresentámos o projeto e o pedido de financiamento junto do IHRU e temos informação que reúne todas as condições para obter o financiamento. Contudo, ainda não temos os termos de responsabilidade e os contratos assinados, motivo pelo qual não podemos avançar com a empreitada na medida em que são à volta de 16 milhões de euros de investimento”, declarou.
“Por isso, não posso dizer que esta é a última, ainda vou estar cá até 12 de outubro. Não tenho grande expectativa de inaugurações, como é óbvio, mas tenho expectativa de deixar caminho feito para que quem vier continue estas obras que são de primordial importância para todos nós”, concluiu Ilda Joaquim.
C/LUSA

A Sô Dona Ilda, que ninguém a elegeu como presidente da CM- Entroncamento, que tire o sentido daí, que como as coisas estão, o PS termina , felizmente, um ciclo de mau trato, incompetência e atropelos.
Já vão tarde!