Assembleia Municipal do Entroncamento, 25 de fevereiro de 2022. Imagem: mediotejo.net

A Assembleia Municipal do Entroncamento aprovou por unanimidade a moção “Paz para a Ucrânia”, na sequência da invasão do território ucraniano pela Rússia a 23 de fevereiro. Apresentada pelo Bloco de Esquerda, a moção manifesta “inteira solidariedade” para com os ucranianos residentes no concelho do Entroncamento e valoriza os esforços para o encontro de uma “solução pacífica”.

“O pesado e ameaçador cerco militar da Ucrânia e a invasão do território ucraniano por parte da Rússia, para além de ilegítimas e ilegais ingerências num país soberano, são uma ameaça à paz mundial, que ninguém pode ignorar e deixar de condenar”, afirmou o Bloco de Esquerda (BE) na moção apresentada à Assembleia Municipal do Entroncamento, a 25 de fevereiro, na sequência da invasão russa ao território ucraniano a 23 de fevereiro.

Admitindo que o “aparato militar de que a Rússia se queixa de estar rodeada” não deixa de ser uma realidade, no documento é referido que tal, “em caso algum, justifica a amputação violenta de uma parte da Ucrânia e, muito menos, uma ampla ofensiva militar que provoca o sofrimento a milhões de pessoas”.

Na apresentação da moção, a deputada eleita pelo BE, Maria do Céu Carvalho, refere ainda a residência no concelho do Entroncamento de “centenas de ucranianos” que representam “uma comunidade integrada, respeitada e muito apreciada pelo contributo enriquecedor da nossa cidade, adotada como sua”.

Deputada Maria do Céu Carvalho (BE) apresenta moção “Paz Para para a Ucrânia”. Imagem: mediotejo.net

Num momento em que estas pessoas vivem “momentos angustiantes, de medo pelo que, na Ucrânia, atinge violentamente as vidas dos seus pais, dos seus irmãos, dos seus filhos, das suas famílias e do seu país de origem”, a moção proposta foi aprovada por unanimidade dos eleitos da Assembleia Municipal do Entroncamento, a qual deliberou “saudar a comunidade ucraniana residente no nosso concelho e manifestar-lhe a sua inteira solidariedade, nos momentos difíceis por que está a passar” e também valorizar “positivamente todos os esforços para encontrar uma solução pacífica do diferendo que opõe a Rússia à Ucrânia, pondo fim à invasão, à guerra e ao derramamento de sangue”.

ÁUDIO | Maria do Céu Carvalho (BE) apresenta moção “Paz para a Ucrânia”

Foi ainda decidida a tradução da respetiva moção para ucraniano, com o intuito de ser partilhada entre esta comunidade residente no concelho do Entroncamento.

Partidos mostram-se solidários com povo ucraniano

Num assunto que “não é de um partido, é de todos, e é de nós enquanto sociedade”,  todos os partidos com representação na Assembleia Municipal do Entroncamento congratularam a moção proposta pelo BE e mostraram a sua solidariedade com a situação pela qual está a passar o povo ucraniano.

Paula Carloto, do PSD, sublinhou que estas se tratam de “questões de humanidade e civilidade” e não de questões ideológicas, pelo que apresentou a disponibilidade para “ajudar o povo ucraniano numa altura em que todos eles precisam”.

Já Pedro Gonçalves (CDS-PP), sublinhou a importância de se solidarizar com o povo ucraniano, representado em cerca de 200 habitantes no concelho do Entroncamento. “Os povos europeus são povos como nós, o sangue deles é igual ao nosso. Que esta moção nos lembre que há muito mais do que um país, uma cidade. Somos todos humanos e não podemos deixar que isto passe em vão”, disse.

Por sua vez, Ricardo Antunes (PS) classificou a invasão russa à Ucrânia como uma “barbárie vil sem qualquer legitimação”, a qual espera que “termine tão rapidamente como da forma inesperada como começou”.

“[A invasão russa] abre aqui um novo tempo que rompe com aquilo que foi um grande período de paz no continente europeu. Esperemos que seja rapidamente resolvido e que a paz seja trazida de novo ao povo ucraniano e a estabilidade ao continente europeu”, disse ainda o deputado socialista.

Também Carlos Monteiro (Chega) reforçou a ação da Rússia como uma “teimosia e demonstração de poder por parte do Kremlin só tem causado sofrimento a uma população soberana e que só pertence ser livre e não viver em clima de tensão”.

Assumindo a indignação do seu partido pela invasão russa, o deputado acrescentou ainda que “todo e qualquer povo europeu, em pleno século XXI, deve ser respeitado, assim como a sua soberania”.

Ana Rita Cristóvão

Abrantina com uma costela maçaense, rumou a Lisboa para se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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