O Orçamento 2020 e GOP (Grandes Opções do Plano) 2020-2023 (Mapas de Pessoal e Opção Gestionária 2020) foram aprovados por maioria na sessão da Assembleia Municipal do Entroncamento realizada no dia 27. Na hora da votação, apenas o CDS (1) votou a favor ao lado do PS (12). A bancada do PSD votou contra (6) e o Bloco de Esquerda (3) optou pela abstenção, divergindo da posição tomada na reunião de Câmara em que o vereador Henrique Leal votou a favor.
Os documentos suscitaram acesa troca de argumentos sobretudo entre os dois maiores grupos parlamentares (PS e PSD) em que esteve sempre subjacente a comparação da gestão camarária dos dois partidos.
Da parte do PS, o deputado António Manuel Miguel (PS) falou num orçamento de rigor e contenção, elencando algumas obras em curso e os principais projetos para 2020. “Não é o orçamento ideal mas o possível”, defendeu, ao mesmo tempo que criticou a “desastrosa gestão” do PSD, desmontando as críticas deste partido às opções da atual maioria.
Mário Balsa, Manuel António Martins e Ricardo José Antunes foram outros eleitos do PS que defenderam o plano e orçamento e apresentaram argumentos em defesa da atual gestão camarária.
A redução de 50% da dívida em seis anos, o aumento do investimento na cultura e as obras e projetos em curso, seja com apoio de fundos comunitários seja com fundos próprios, foram alguns dos argumentos apresentados.
Da bancada do PSD houve o reconhecimento de alguns aspetos positivos do orçamento, mas foram mais as críticas e as propostas alternativas que apresentaram. Lamentam os social-democratas – Carlos Alberto Silva, Fernando Barroso e Manuel Faria, entre outros – que essas propostas não sejam aproveitadas, ao que o presidente Jorge Faria (PS) respondeu, desafiando o PSD a acrescentar a cada proposta os valores necessários à sua concretização.
Também o deputado Pedro Gonçalves (CDS-PP), depois de pedir alguns esclarecimentos ao presidente da Câmara, elencou algumas propostas que apresentou anteriormente mas que não viu plasmadas no orçamento.
O deputado Carlos Matias (BE) faz uma análise ao documento elogiando alguns aspetos mas criticando outros. Apontou as Hortas Urbanas e a nova Biblioteca como exemplos de projetos adiados.
O presidente da Câmara, Jorge Faria, além de prestar os esclarecimentos solicitados, falou dos principais projetos e obras para 2020, em que pontuam a regeneração urbana, o parque empresarial e a mobilidade urbana, entre outras áreas.
