A Assembleia da República aprovou por unanimidade esta sexta-feira, dia 30, um projeto de resolução apresentado pelo PS e outro pelo BE sobre o Museu Nacional Ferroviário.
O documento do PS recomenda a valorização do museu através “de uma estratégia integrada com as políticas públicas museológicas, patrimoniais, de turismo e de incentivo ao transporte ferroviário”, assim como a promoção junto de agentes locais e regionais que potencie “a sua ligação à cidade do Entroncamento e da região envolvente”.
O terceiro ponto está associado ao desenvolvimento “de soluções de financiamento que permitam assegurar o funcionamento e a conservação do património do Museu Nacional Ferroviário”.
O parlamento aprovou ainda hoje, e também por unanimidade, uma resolução do BE que recomenda ao Governo que encontre “soluções de financiamento” para assegurar o funcionamento do Museu Nacional Ferroviário.
O diploma do BE recomenda ao governo que “intervenha urgentemente para, em conjunto com os sócios da Fundação Museu Nacional Ferroviário e outras entidades financiadoras, encontrar solução que viabilize a atividade e a continuidade do museu, bem como a conservação do seu espólio”.
O museu pertence à Fundação Armando Ginestal Machado, instituição criada em 2005, que atravessa “uma difícil situação económica, que se tem vindo a agudizar em particular desde 2011, com a redução do seu orçamento na ordem dos 50%”, assinala o PS.
Contudo, a afluência ao museu regista “números verdadeiramente encorajadores” e “reveladores de todo o potencial existente no seu espólio e temática”.
“Efetivamente, o Museu Nacional Ferroviário, nos dois anos de funcionamento desde a sua inauguração, registou a entrada de sensivelmente 40 mil visitantes, bem revelando a importância turística, cultural e educacional” daquele equipamento.
c/LUSA
