A Assembleia Municipal do Entroncamento aprovou na quinta-feira, 29 de fevereiro, o Plano Municipal para a Ação Climática. O documento da Câmara do Entroncamento prevê a implementação de um conjunto de 19 medidas – de mitigação e adaptação – com vista ao combate às alterações climáticas.
No Entroncamento, o combate às alterações climáticas a nível local vai ser feito em duas vertentes – a mitigação e a adaptação – através de um documento que prevê 19 medidas.
As alterações climáticas são hoje uma realidade inegável, que se manifesta no ambiente, nos ecossistemas, na sociedade em geral e na economia”, refere o autarca entroncamentense no documento em questão.
Para Jorge Faria coloca-se então a questão “Como controlar as alterações climáticas?”. Sabendo que as alterações climáticas são um problema global, a autarquia sublinha que “as respostas implicam ações concertadas a todos os níveis, terminando a nível local, com medidas coletivas e individuais”.
“No Entroncamento a Ação Climática é uma realidade constante e que abraçámos desde sempre: mudança da Iluminação Pública para LED, a modernização da climatização das piscinas, a substituição da iluminação em todos os edifícios públicos, a substituição da frota automóvel para veículos elétricos, incluindo os TURE, a gestão das regas dos jardins, a renovação das redes de abastecimento de água, a redução do desperdício da água de consumo humano, são algumas das medicas já implementadas e que continuaremos a melhorar”, destaca o edil.
Desta forma, o município do Entroncamento procura continuar a responder “a este desafio em prol da qualidade de vida dos nossos munícipes em particular e do planeta em geral”.
De acordo com a autarquia, o PMAC do Entroncamento assume-se como o “instrumento fundamental” de planeamento da adaptação e mitigação das alterações climáticas. “Traça uma visão, objetivos e metas para o combate às alterações climáticas no Município, sendo para o efeito analisadas as vulnerabilidades climáticas do território (atuais e futuras) e delineando um conjunto de medidas de minimização/eliminação das vulnerabilidades identificadas”.

No âmbito do PMAC Entroncamento, são ainda identificados impactos negativos e oportunidades associadas às alterações climáticas, bem como os custos da inação e definidos mecanismos de monitorização e acompanhamento, governação, participação pública e de promoção de uma transição justa e inclusiva.
O documento agora aprovado pela Assembleia Municipal procura cumprir a Lei de Bases do Clima, que vem plasmar em lei a necessidade da promoção do combate às alterações climáticas a nível local, estipulando que todos os municípios devem desenvolver o seu Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas (PMAC) até 1 de fevereiro de 2024.
No Entroncamento, o combate às alterações climáticas a nível local vai ser feito em duas vertentes – a mitigação e a adaptação – através de um documento que prevê 19 medidas. “Com impacto direto no território, este projeto prevê o desenvolvimento dos seguintes objetivos:
▪ Melhorar o conhecimento do fenómeno das alterações climáticas a nível local;
▪ Identificar as ações necessárias para a adaptação do território do Entroncamento às alterações climáticas;
▪ Identificar as ações necessárias para a mitigação dos impactos das alterações climáticas no território do Entroncamento;
▪ Aumentar a capacidade de resposta e resiliência do Município do Entroncamento aos impactos das alterações climáticas;
▪ Criar uma cultura de cooperação no combate às alterações climáticas transversal aos vários setores e atores;
▪ Sensibilizar as partes interessadas para o combate às alterações climáticas no Município do Entroncamento”.
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