Foto ilustrativa: DR

Uma jovem de 11 anos, aluna na Escola Dr Ruy D’Andrade, no Entroncamento, foi agredida na última sexta-feira, tendo o momento sido registado em vídeo por alunos que assistiram aos atos de bullying. Ao mediotejo.net, a mãe da vítima denuncia a falta de ações por parte da escola para combater este problema e admite ter feito já queixa junto da PSP.

“Na sexta-feira (…) ela chegou a casa e disse-me que uma menina lhe tinha puxado os cabelos. E depois, no outro intervalo, outra menina deu-lhe uma tapa [estalo] na cara. A agressora parte em direção a ela, empurra a menina, agarra-a pelos cabelos e começa a bater com pontapés, com socos. Chega a jogá-la no chão”, conta ao mediotejo.net Antónia Melo, a mãe da jovem de 11 anos que foi violentamente agredida a 4 de fevereiro.

Os vídeos gravados por alunos da Escola Dr Ruy D’Andrade que assistiam ao momento mostram como tudo aconteceu, tendo o ato de violência levado a cabo por uma agressora de 13 anos parado após uma das alunas presentes alertar para uma professora que estaria à janela e poderia aperceber-se da situação.

“Depois disso, retomaram às aulas. A minha filha não foi fazer queixa porque depois eles iam ficar a implicar com ela, disse-me ela”, conta-nos Antónia Melo.

Esta já não é a primeira vez que a filha é vítima de bullying. Vindas do Brasil para o Entroncamento para fugir à violência sentida no país, escolheram esta cidade por ser “pacata” mas as recentes situações têm dececionado as suas expectativas.

“A minha filha já sofre bullying há um tempo na escola. O primeiro registo que fiz junto da escola foi após uma aluna durante as férias, às 05h30 de dia 25 de dezembro [ter enviado uma mensagem a] dizer que todos a odiavam, a turma toda a odiava, que se devia matar”, recorda.

Assim que as aulas retomaram, Antónia Melo fez queixa junto da escola, mas até hoje “ainda estão a ver o que fazer”, admite, recordando que havia sido marcada uma reunião pela escola para sexta-feira que acabou por não acontecer.

No mesmo dia, ocorreram os referidos atos de violência. “Tomei conhecimento de que a escola não sabia do ocorrido e ontem fui diretamente lá, e informaram-me que eram para entrar em contacto comigo”, diz, sublinhando as palavras que proferiu no momento: “O que me assusta é que aconteceu aqui dentro e ninguém viu”.

Esta terça-feira, a mãe da vítima foi apresentar queixa junto da PSP. “Perguntaram-me o que é que que eu queria que fosse feito, que estamos a falar de menores”, confessa, incrédula com a resposta recebida.

A jovem de 11 anos não sofreu ferimentos graves e já regressou à escola esta terça-feira. Segundo a mãe, a aluna terá sido acompanhada por uma encarregada até à sala de aula. “Pelo que percebi, eles iam-se revezando para ela não ficar só”, diz.

Admitindo expor a situação “não só pela minha filha mas por outras crianças que possam estar a passar pelo mesmo”, Antónia Melo reitera que não vai parar até que algo seja feito.

Abrantina com uma costela maçaense, rumou a Lisboa para se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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4 Comments

    1. Ouviu dizer? Que tipo de comentário é esse? Seu ip deve ser fornecido as autoridades.
      Se “ouviu dizer” tem contato com dsse grupo de delinquentes.

    2. Olá, não ameacei ninguém apenas me defendi de certa forma de pessoas piores, não sei oque você ouviu falar mais nem tudo que ouvimos é verdade !!

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