A máscara que tem protegido a estratégia de António Costa começa a cair, a cada dia que passa. O seu governo está em desunião e hoje ficamos a saber que afinal o seu “melhor amigo”, o tal que trabalhava de borla, já tinha quase duzentos mil euros embolsados sem ninguém dar por ela agrave se ajustes directos com o governo (ver Correio da Manhã desta quinta-feira)
A apresentação do Programa de Estabilidade revela aquilo que o Primeiro-Ministro sempre escondeu com a complacência do PCP e do Bloco de Esquerda, o cenário macro-económico onde assenta a política do governo não é realista. Fica claro que a coligação de António Costa enganou os portugueses.
PSD, CDS, as diversas instituições internacionais e os mais reputados economistas portugueses bem avisaram que a estratégia de António Costa não era viável e que a economia ia sofrer com isso. Ora, as metas agora revistas em baixa pelo próprio Governo provam isso mesmo. A economia vai deixar de crescer, ao contrário dos últimos dois anos, a criação de emprego interrompe o seu ciclo de crescimento, e o país fica ainda mais exposto ao esfriar da economia internacional.
No meio de tudo isto, o Governo aumentou o imposto sobre os combustíveis, agravou o IRS pago pelas famílias, repôs feriados, reverteu concessões, acabou exames e deu sobretudo todos os sinais errados à nossa economia e aos investidores.
Depois de recusar várias vezes a necessidade de um Plano B, ainda com mais austeridade, vários membros do governo começam a assumir o inevitável face às decisões que tomaram. Ora, havia necessidade de mais austeridade? Era inevitável? Claro que era evitável, bastava o governo não ter reposto de imediato todas medidas, bastava não ter assustado os investidores com sinais errados, numa ânsia louca de agradar ao Bloco e ao PCP. Ou seja, mais austeridade é o preço a pagar pela política populista de António Costa e não nos espantará que este encontre uma nova narrativa para atirar essa responsabilidade para o governo que o antecedeu.
A terminar, não podia deixar de referir a lamentável sucessão de acontecimentos que levaram à demissão do Secretário de Estado da Juventude e Desporto, as suspeitas que ficam no ar são gravíssimas e muito preocupantes. Aguardo para saber se o Bloco de Esquerda, PCP e PS vão inviabilizar a audição do ex Sec Estado da Juventude tal com fizeram no início da semana com o ex Ministro João Soares, com a ERC e jornal Público.
De referir que, ao longo do último mandato, o PSD chamais impediu que algum ex membro do governo envolvido numa situação polémica deixasse de ser ouvido em audição parlamentar.
Aguardemos serenamente as cenas dos próximos capítulos.
