Tejo Energia inicia desmantelamento da antiga central a carvão do Pego. Foto arquivo: mediotejo.net

Criada em 2023 no âmbito do Plano Global de Formação associado ao encerramento da central a carvão do Pego, a Escola Rural visa promover novas oportunidades de emprego e apoiar a fixação de população na região abrangida pelo Projeto de Transição Justa (FTJ), disponibilizando cursos gratuitos e certificados dirigidos prioritariamente a ex-trabalhadores da central, residentes locais, desempregados e mulheres.

Fonte da multinacional indicou à Lusa que o projeto da Endesa para Abrantes “está em curso e em fase de tramitação ambiental”, adiantando que, até final de fevereiro, será apresentado o Plano Estratégico da empresa, ocasião em que, entre outros, será feito um ponto de situação do investimento previsto para o Pego.

O plano formativo para o primeiro semestre de 2026 mantém a aposta em três áreas estratégicas: energias renováveis, setor primário e capacitação transversal em gestão e tecnologia, com ações a decorrer em Abrantes, Gavião, Ponte de Sor, Chamusca e Crato.

Desde o seu lançamento, a Escola Rural já qualificou 707 formandos, tendo 43 conseguido emprego graças às competências adquiridas, segundo dados divulgados pela Endesa, num total de mais de 3.000 horas de formação ministradas.

Foto arquivo: mediotejo.net

Com o fecho da central a carvão do Pego, em novembro de 2021, a Endesa obteve em 2022 o direito de ligação à Rede Elétrica de Serviço Público (RESP) para instalar 365 MWp de energia solar e 264 MW eólica, com armazenamento de 168,6 MW e um eletrolisador de 500 kW para hidrogénio verde.

O projeto prevê 600 milhões de euros de investimento, 75 postos de trabalho permanentes e a reconversão profissional de 2.000 pessoas, priorizando os antigos trabalhadores da central e integrando a população local na estratégia de transição justa da região.

A Endesa é a maior elétrica espanhola e a segunda na distribuição de gás em Espanha.

C/LUSA

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