Cerca de duas dezenas de participantes, entre ambientalistas, autarcas e ex-autarcas, organizações de defesa do ambiente e da natureza, como as associações Zero e AANA, juntaram-se no dia 12 de outubro na Carregueira, concelho da Chamusca, para o 1º Encontro Ambientalista “Eco Parque do Relvão: solução ou problema?”. Da iniciativa saíram um conjunto de recomendações e medidas a tomar tendo em consideração a importância nacional do Eco Parque, mas também a defesa do ambiente e da saúde das populações locais e a prevenção face a eventuais episódios de contaminação e repercussões nos recursos naturais e na área envolvente.
“O encontro centrou-se na importância nacional do Eco Parque do Relvão, cujas empresas tratam da recuperação, valorização e eliminação de diversos tipos de resíduos – hospitalares, domésticos, óleos, lamas, etc. – provenientes de todo o país, mas cujos eventuais acidentes têm repercussões negativas graves no ar, na água e nas vidas das populações locais”, pode ler-se em comunicado enviado à imprensa.
Os participantes visitaram ainda o local “junto ao antigo leito do Tejo, afetado pela mais recente descarga de lixiviados proveniente do Eco Parque do Relvão, que contaminou o solo e impede a atividade agrícola normal”, seguindo-se visita a várias ribeiras da região “potencialmente, poderão ser afetadas por incidentes semelhantes”. Também foram visitadas as principais empresas do Eco Parque do Relvão.
O encontro fechou durante a tarde, numa sala do restaurante “O Algaz”, na Carregueira, com “a apresentação de imagens aéreas da zona, identificando a amplitude, função e caraterísticas de cada empresa implantada no Eco Parque e a sua relação com a rede hidrográfica local”.
Das intervenções deste dia, “tendo em conta a importância nacional do Eco Parque e a necessidade de defesa do ambiente e da saúde das populações locais, foi colocada a exigência de diversas medidas a adotar pelas entidades públicas e pelas empresas do Eco Parque”.
Em conclusão deste encontro, foi defendido “o imediato funcionamento regular da Comissão de Acompanhamento do Eco Parque que, há vários anos, não apresenta relatórios; concretização das acessibilidades previstas, há anos, para a região, de forma a que o tráfego para o Eco Parque não passe pelas localidades, IC3/A13, e respetivo acesso para o Eco Parque, nova ponte sobre o Tejo na Chamusca”.
Por outro lado, foi defendida a “implementação de controlos de monitorização permanente nas empresas para possibilitar a avaliação de eventuais alterações nos caudais de saída para as ribeiras; análises regulares à água dos poços nas zonas recentemente contaminadas”, tendo os participantes assumido compromisso em “continuar a sua vigilância sobre estes problemas colaborando, estreitamente, com a associação Zero”.




