Foto arquivo: mediotejo.net

Carlos Cunha, ator e proprietário do bar “Drop”, em Torres Novas, fez uso da palavra na última reunião de Assembleia Municipal para criticar o fraco movimento noturno e questionar sobre o que se pretende fazer em relação à noite na cidade torrejana. Pedro Ferreira (PS), presidente da autarquia, mostrou-se disponível para reunir e “experimentar ideias”.

“Afinal o que se pretende fazer com a noite de Torres Novas? Ser um único momento de sábado à noite? Quando uma cidade de pequena ou média dimensão tem menos movimento ou vida que algumas aldeias do concelho ou dos concelhos limítrofes, algo de muito mau está a acontecer”, começou por dizer Carlos Cunha na Assembleia Municipal de quinta-feira, dia 28 de abril.

O empresário afirmou ainda que a questão pandémica ou da crise não justificam a pouca vida noturna experienciada na cidade, bem como não aceita a justificação de se tratarem de dias de semana, uma vez que há pessoas a trabalhar em horários diversificados. Na opinião do ator, as pessoas não vão para a rua durante a noite porque esta não é apelativa, afirmando que a iluminação não ajuda: “imaginem que todos os lojistas apagavam as luzes das suas lojas, a cidade possivelmente ficava completamente às escuras”, disse.

Carlos Cunha disse também que os empresários da noite, “ao invés de trabalharem para cativarem clientes para todos, trabalham para roubar clientes uns aos outros”, algo a que se alia o facto de o município não promover e dinamizar, considerou.

“Vivemos todos com medo da noite, mas a noite é somente uma parte do dia”, disse o proprietário do Drop, acrescentando que às 23h30 da noite de quarta-feira, “estava tudo fechado, uma cidade deserta”, algo que não tem (nem devia ter) de ser assim, considerou o empresário. “Façamos a floresta, mas a floresta da diversidade”, concluiu.

Na sua reação, Pedro Ferreira, presidente da autarquia, disse que aquela era uma “resposta difícil”, afirmando também que Torres Novas, foi sempre, dentro das cidades que conhece da região, “uma cidade noturna”, comparando, inclusive, com Santarém, cidade que é “uma pasmaceira levada da breca”.

“Estou aberto, estou disponível, pode haver ideias que possam ser fáceis de pôr e experimentar”, disse o autarca, mostrando-se aberto a uma reunião com Carlos Cunha.

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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