Foto: Rafael Ascensão/mediotejo.net

Estima-se que 42% da população portuguesa sofra de hipertensão arterial, sendo causa de acidentes vasculares cerebrais (AVC) e de enfartes agudos do miocárdio, com 32% do total dos óbitos a deverem-se a doenças cardiovasculares. A jornada incidiu na prevenção e nas formas de lidar com a hipertensão, quando instalada.

Foto: Rafael Ascensão/mediotejo.net

O evento visava a sensibilização das pessoas para o problema da hipertensão arterial, tanto na prevenção primária, antes do desenvolvimento da doença, como depois da hipertensão estar instalada, explicou Maria dos Anjos Esperança, responsável pela Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Médio Tejo.

Ao longo da extensão verdejante do parque da Várzea Pequena, ao lado do Mouchão, eram várias as bancas onde os presentes podiam descobrir ervas aromáticas substitutas do sal, ou frutas e legumes da época ricos em potássio (e que devem ser mais consumidos do que costumam ser, defendeu Maria dos Anjos Esperança).

O Instituto do Emprego e Formação Profissional também colaborou com a iniciativa, confecionando vários alimentos sem sal, entres pão, húmus, tisanas ou shots de sopa, confecionados sem sal e com ervas aromáticas ou com frutos secos, os quais “substituem perfeitamente o sal e portanto são muito mais saudáveis”, explicou a responsável pela Unidade de Saúde Pública do ACES Médio Tejo.

Maria dos Anjos Esperança explicou ainda ao nosso jornal que no local estavam presentes a Unidade de Saúde Pública, a Unidade de Cuidados da Unidade de Cuidados de Recursos Partilhados e as Unidades de Saúde Familiares, com os seus profissionais, entre médicos e enfermeiros, “porque é com eles que normalmente os seus utentes fazem o tratamento da sua hipertensão arterial”.

“Isto visa sobretudo a sensibilização das pessoas, o alertar das pessoas para o problema da hipertensão arterial, que muitas vezes está nas nossas mãos controlar, uma doença que é tão responsável pela taxa de mortalidade muito elevada, sobretudo com os acidentes vasculares cerebrais (AVC) e os enfartes agudos do miocárdio”, acrescentou.

Maria dos Anjos Esperança, responsável pela Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Médio Tejo. Foto: Rafael Ascensão/mediotejo.net

O evento culminou com uma caminhada até ao Açude de Pedra, uma “zona muito bonita do concelho de Tomar” ao alcance de qualquer pessoa, sendo que no final da caminhada, alguns profissionais da área de fisioterapia explicaram uma tabela para a avaliação da condição respiratória e da condição física.

A tensão arterial é a força exercida pelo sangue nas paredes das artérias. A tensão arterial elevada significa que o sangue está a exercer demasiada força contra as artérias, o que constitui um fator de risco para muitas doenças, tais como enfarte cardíaco, AVC (trombose) e insuficiência renal.

Estima-se que, em Portugal, 42% da população tem hipertensão arterial e que 32% do total dos óbitos se devem a doenças cardiovasculares.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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