No meu atual mandato parlamentar, a defesa da preservação dos recursos naturais tem sido uma preocupação recorrente e, como tal, uma prioridade. Entre esses recursos encontramos os diversos rios da nossa região, onde se incluem também questões nacionais relativas ao processo de exploração de hidrocarbonetos, minérios e a aposta nas energias renováveis, cumprindo os objetivos de descarbonização da economia.
Tenho procurado exercer o poder de fiscalização a nível ambiental de uma forma proativa, colocando perguntas, fazendo visitas e intervenções a nível ambiental sobre o Tejo, o Almonda (tendo sido relator da petição sobre a despoluição da Ribeira da Boa Água), os problemas ambientais do concelho de Alcanena e a problemática do Rio Nabão.
Já o disse: sou tomarense com muito orgulho e, como tal, cresci a ver o Rio Nabão como uma das jóias da coroa do nosso concelho. Porém, nos últimos tempos temos sido alertados por imagens preocupantes do rio a nível de poluição. Pessoalmente, já levei o assunto por diversas vezes à Assembleia da República, sendo a primeira pergunta de janeiro de 2017 e a última da passada sexta-feira. É a minha obrigação.
A forma como o Ministério do Ambiente respondeu com urgência às solicitações deve ser sublinhado, sendo que no próprio dia da minha interpelação, a inspeção estava no terreno e a Câmara Municipal de Tomar, na pessoa da Presidente da autarquia, Anabela Freitas fez o que lhe competia. Estas intervenções servem para encontrar as respostas e provar as causas. Em matéria ambiental é muitas vezes difícil provar focos de poluição, e isso é um problema que obriga a outro tipo de intervenção.
A defesa do meio ambiente é crucial para o desenvolvimento e crescimento económico. A matriz não pode ser apenas linear e contabilista. Isso é uma visão muito redutora. Aliás, os fenómenos de poluição apresentam aquilo que nós, economistas, gostamos de chamar de “externalidades negativas”, uma vez que geram problemas não só na sociedade mas também na própria economia. A defesa do meio ambiente é, por este e todos os outros motivos, uma responsabilidade de todos.
