Iniciamos no dia de hoje a segunda semana de debate do Orçamento do Estado para 2017, na especialidade. Estas duas primeiras semanas refletem o período em que os Ministros apresentam as opções setoriais e as discutem em sede de comissão parlamentear com os deputados, que aproveitam a possibilidade para intervir e colocar questões de cariz regional.
Na última semana, aproveitamos a oportunidade para pugnar e defender o investimento nas infraestruturas da região, designadamente a urgente reabilitação da N361, a necessidade de obras na ponte da Chamusca, na Ligação Torres Novas – Riachos e na N118. No que respeita à vertente ferroviária, defendemos mais uma vez, a aplicação dos fundos comunitários da Ferrovia 2020 na linha do norte, destacando os problemas da estação do Entroncamento e das passagens de nível, nomeadamente nos concelhos de Santarém e do Cartaxo.
Mereceram, igualmente, a nossa atenção, os temas da floresta, da energia e do ambiente, tendo veemente defendido, junto do ministro da Agricultura que não devemos focalizar a nossa atenção para a floresta apenas em período de crítico de incêndios, mas devemos potenciar o investimento em energia de biomassa com o desiderato de garantir a sustentabilidade da fileira. Ao nível ambiental, mais uma vez, defendemos a aposta nas fontes de energia renovável, nos transportes públicos e na mobilidade elétrica.
Relembramos, ainda, os perigos da central nuclear de Almaraz, concretamente o perigo invisível que a mesma constitui para o Tejo. Sendo que, ao nível regional, chamamos a atenção para os problemas ambientais do Tejo (necessidade do relatório da Comissão de Acompanhamento) e do Almonda em Torres Novas.
No que tange à Cultura, aproveitamos para demonstrar ao Ministro da Cultura, qual foi o empenho dos autarcas que permitiu o investimento no nosso Património Cultural, através da concessão e utilização de fundos comunitários na região, em virtude do mapeamento gizado pelo anterior Governo, não os permitir inicialmente.
Concedemos um principal enfoque à necessidade de investimento no Aqueduto dos Pegões, em correspondência com o processo já iniciado pelo Município de Tomar. Sendo que a ação ativa do Município de Tomar foi claramente demonstrada na resposta do Sr. Ministro.
Hoje iniciamos um novo ciclo de audições, das quais serão dadas notas, na próxima semana.
