Entre 2006 e 2016, a região do Médio Tejo perdeu 2.973 eleitores (cerca de 1,3 por cento), de acordo com dados do Ministério da Administração Interna. As oscilações são diferentes de concelho para concelho com uns a perderem e outros a conquistarem eleitores.
Tendo por base os números de eleitores inscritos nas eleições presidenciais de 2006 e 2016, constata-se que houve um aumento de eleitores nos concelhos de Alcanena, Constância, Entroncamento, Ourém e Torres Novas.
O concelho que registou maior aumento do número de eleitores foi Ourém, mais 4.634, facto que se explica pelo “fenómeno” Fátima. O regresso de emigrantes é outro fator que pode influenciar estes números.
Em contrapartida, Abrantes é o concelho onde se verificou maior perda de eleitores (3.232), seguido por Tomar (menos 2.093).
Quem ganhou com estas oscilações foram os autarcas de Ourém uma vez que o concelho ultrapassou a barreira dos 40 mil eleitores, patamar a partir do qual os eleitos têm uma tabela mais elevada nas remunerações.
Número de eleitores na região do Médio Tejo
| Concelho | 2006* | 2016* |
| Abrantes | 37.295 | 34.063 |
| Alcanena | 12.449 | 12.538 |
| Constância | 3.393 | 3.428 |
| Entroncamento | 15.807 | 17.267 |
| Ferreira do Zêzere | 8.110 | 7.575 |
| Mação | 7.910 | 6.540 |
| Ourém | 38.229 | 42.863 |
| Sardoal | 3.732 | 3.393 |
| Sertã | 15.654 | 14.341 |
| Tomar | 38.359 | 36.266 |
| Torres Novas | 31.669 | 31.959 |
| Vila de Rei | 3.208 | 2.834 |
| Vila Nova da Barquinha | 6.546 | 6.321 |
| Total – Médio Tejo | 222.361 | 219.388 |
*Número de eleitores recenseados nas eleições presidenciais
Fonte: MAI
