O Partido Socialista (PS) apresentou neste fim de semana o seu cabeça ao Parlamento Europeu, o até aí Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques. Uma escolha que é um sinal de renovação e de competência, em contraponto com os outros principais partidos, onde assistimos a uma monótona repetição dos primeiros candidatos. O Partido Socialista, o mais europeísta dos partidos portugueses, nunca repetiu os cabeças de lista. E destacaria nomes no passado histórico como Mário Soares, Maria Lurdes Pintassilgo, António Vitorino ou João Cravinho.
O Partido Socialista escolheu o norte do país para a sua Convenção Nacional, depois de realizar debates em todas as regiões, que começaram no mês de janeiro. E o PS mostrou ser o partido convergente das questões europeias recebendo mensagens de apoio tão diferentes como de Stefan Löfven (primeiro ministro sueco), de Alexis Tsipras (primeiro-ministro da Grécia) ou de Emmanuel Macron (Presidente de França), entre outras. Esta é a demonstração clara e inequívoca de que o PS representa o progressismo e o europeísmo, conseguindo criar pontes através desses valores. O próprio candidato a Presidente da Comissão Europeia dos socialistas europeus, o holandês Frans Timmermans, relembrou que Portugal era um exemplo para a Europa.
Uma Europa de valores e da solidariedade só pode ser construída através do Partido Socialista e dos seus valores humanistas e solidários. Bem nos lembramos que, em 2015, estávamos em vias de receber sanções pelo não cumprimento dos acordos do último Governo PSD-CDS, e que o Eurogrupo desconfiava de nós. Passado pouco tempo, o Presidente do Eurogrupo era português, o nosso Ministro das Finanças Mário Centeno. A verdade é indesmentível, com crescimento económico e o melhor défice da democracia. Os dados macroeconómicos falam por si.
Numa Europa onde os fundos de coesão continuam a ser uma necessidade, para economias como a portuguesa, todos os modelos devem ser debatidos. O Financiamento do período que vai até 2030, é por isso algo crucial para o desenvolvimento do nosso território. Pela sua pertinência e actualidade, esse será certamente o tema de um próximos artigos.
