Hoje, 21 de setembro, é Dia Internacional da Paz. Deveria ser um dia de não-violência em todo o mundo, com a ONU a pedir, desde 1981, que seja respeitado um cessar-fogo de 24 horas em todas as guerras e se tentem abrir novos caminhos para o diálogo. Infelizmente, de Gaza ao Sudão, da Ucrânia ao Iémen, a morte continua a sair à rua, mesmo num dia assim.
Contra a linguagem das armas, cidadãos de todo o mundo são hoje desafiados pelas Nações Unidas a erguer a sua voz, em diversas iniciativas. Em Portugal, o convite é para que nos juntemos ao movimento Janela Branca Pela Paz, pendurando na janela ou na porta de casa um pano que possa evocar a bandeira branca, símbolo usado desde sempre para pedir tréguas.
Esta iniciativa pretende criar uma corrente online de solidariedade e empatia com todos aqueles que (sobre)vivem e sofrem em cenários de guerra, e apelar aos líderes políticos para que não desistam de trabalhar na promoção da Paz, através do diálogo e da diplomacia.
Quem quiser juntar-se a este movimento deve partilhar uma fotografia ou vídeo da sua Janela Branca Pela Paz, identificando a conta @JanelaBrancaPelaPaz e o hashtag #JanelaBrancaPelaPaz.
António Raminhos, Carlão, Carolina Deslandes, Catarina Furtado, Cláudia Vieira, Cristina Ferreira, Jessica Athayde, João Baião, José Luis Peixoto, Marisa Liz, Nelson Évora, Nuno Markl, Ricardo Pereira, Rita Blanco e Tânia Ribas de Oliveira são algumas das personalidades que já se juntaram a esta iniciativa, que conta também com o apoio dos principais meios de comunicação social portugueses.
Contra os discursos derrotistas e a sensação de impotência que sentimos todos os dias a ver os horrores da guerra nas notícias, hoje é dia de participar, exigir ação e semear alguma esperança.
Como disse hoje o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, “para onde quer que olhemos, a paz está sob ataque. Vemos civis na linha de fogo, casas destruídas, populações traumatizadas e aterrorizadas, famílias que perderam tudo – e, por vezes, toda a gente”.
Num mundo onde se contabiliza o maior número de conflitos armados desde a 2ª Guerra Mundial, o poder da ONU nunca esteve tão diminuído. Participar nesta iniciativa das Nações Unidas é também uma forma de cada um de nós demonstrar apoio aos princípios fundamentais defendidos nas suas resoluções, em defesa da Paz e pelo respeito do Direito Internacional. É urgente que a maioria dos países se una para encontrar uma forma de, no futuro, respeitar efetivamente o que a maioria decide – e não apenas o que determina um ou dois países com lugar privilegiado no Conselho de Segurança.
É preciso acreditar que, um dia, será possível vivermos seguindo o lema que nos ensinou Mahatma Gandhi: “Não existe um caminho para a paz. A paz é o caminho.”
