Um dos pilares do jornalismo é a verificação. Verificação dos factos, verificação da idoneidade das fontes de informação e verificação das informações recolhidas junto de, pelo menos, duas fontes diferentes. Nos últimos anos, a credibilidade do jornalismo foi muitas vezes posta em causa por alguns profissionais terem deixado de fazer bem o seu trabalho, mas também porque muitos passaram a tentar fazê-lo sem a necessária qualificação e sem quaisquer obrigações éticas e deontológicas.

O mediotejo.net, recordamos, é um jornal registado na Entidade Reguladora da Comunicação Social (nº 126721) e a nossa redação é composta exclusivamente por jornalistas com carteira profissional. 

Ter acesso a informação fidedigna não devia ser difícil, é um pressuposto fundamental da vida em democracia. Mas a verdade é que o jornalismo fiel à sua matriz de serviço público é um bem que se foi tornando raro (e nem sempre valorizado).

Em momentos como o que vivemos, a importância do acesso a informação rigorosa ganha ainda maior relevância. Não siga sites, páginas e grupos onde se publica informação de forma anónima (os nomes dos jornalistas surgem a assinar os artigos também como forma de responsabilização perante o que é noticiado), certifique-se de que as fontes da informação/notícia estão identificadas, desconfie de notícias bombásticas e/ou muito alarmistas.

Perante a avalanche de informação com que lidamos diariamente, é fundamental descodificar e filtrar o essencial do acessório e não descurar nunca a verificação dos factos. Nesse sentido, estamos a fazer um ponto de situação diário resumindo o que de mais importante se passa na região e no país e decidimos também instituir duas regras claras: só noticiamos casos de Covid-19 confirmados pela Delegada de Saúde Pública, a autoridade máxima nestas circunstâncias, e não divulgamos dados sobre os infectados além da idade e concelho de residência (a não ser que as autoridades de saúde entendam que outro alerta deva ser feito), de forma a não criar estigmatização e alarme social e mantendo o absoluto respeito pelo código deontológico dos jornalistas e pelo direito à privacidade dos doentes.

A revelação de factos, outro dos pilares do jornalismo de referência, mantém-se também no topo das nossas prioridades. Procuramos entender o que se passa junto de quem pode explicar-nos, fazemos perguntas (mesmo que difíceis) às autoridades competentes, buscamos ângulos e perspectivas diferentes, sempre com a certeza de que não existem verdades absolutas e que, entre o branco e o preto, existem muitas matizes de cinzento.

A nossa equipa de jornalistas mantém-se a trabalhar em permanência, e com redobrado empenho, para lhe garantir informação de confiança, minuto a minuto. Os próximos dias, semanas e meses vão ser difíceis para todos, mas saiba que estamos aqui, e que pode contar connosco.

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Sou diretora do jornal mediotejo.net, diretora editorial da Médio Tejo Edições e da chancela de livros Perspectiva. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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