Igreja de Mouriscas. Créditos: Junta de Freguesia de Mouriscas

Na reunião de Câmara de Abrantes de 18 de fevereiro foi aprovada a minuta de protocolo a celebrar entre o Município e a Fábrica da Igreja Paroquial da Freguesia de Mouriscas, relativamente à cedência precária da antiga Casa do Povo de Mouriscas, em Casal da Igreja, para uso das mesmas e para benefício da comunidade. A aprovação foi por maioria, com a abstenção do vereador do ALTERNATIVAcom.

O edifício é propriedade do Município, encontrando-se desocupado e devoluto. Situado contiguo à residência paroquial, a Fábrica da Igreja Paroquial manifestou interesse em passar a ocupar o edifício para desenvolvimento das suas atividades. Por seu lado, o Município afirma ter interesse na preservação do seu património edificado e na sua disponibilização para ficar ao serviço das populações.

De acordo com o protocolo, o edifício é cedido para efeito da realização de atividades de formação religiosa junto de todas as faixas etárias, mas também para a realização das atividades do agrupamento local dos escuteiros, bem como, para instalação de um núcleo museológico para divulgação do seu espólio histórico de arte sacra.

A Fábrica da Igreja Paroquial da Freguesia de Mouriscas poderá levar a cabo obras de reconstrução e reabilitação das instalações desde que aprovadas pelo Município. As benfeitorias a realizar pela paróquia no imóvel agora cedido, integrarão o património edificado municipal, estando a ser procurados, entre as duas entidades, os mecanismos para a sua execução.

Para o presidente da Câmara, o socialista Manuel Jorge Valamatos, “faz todo o sentido requalificar aquele equipamento e devolvê-lo à comunidade”.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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