Sucedem-se os ataques ao Rio Tejo. Ataques que configuram verdadeiros crimes ambientais. Descargas clandestinas, construção de diques, alguns ao que parece autorizados, mas que prejudicam o curso normal do rio.
Felizmente que se sucedem as denúncias e vão chegando à opinião pública imagens e vídeos que valem por mil palavras.
O maior rio da Península Ibérica padece de muitos males e a maioria não são novos. Mas como é assinalado no texto da petição lançada pela associação ambientalista PRO-Tejo “nunca o rio Tejo e os seus afluentes registaram tão elevado grau de poluição, de abandono e de falta de respeito, por parte de uma minoria que tudo destrói, perante a complacência das autoridades”.
É esta situação que é preciso travar e com a máxima urgência. Ninguém se pode colocar fora deste problema – governo, assembleia da república, entidades nacionais a quem compete a fiscalização e as autarquias. Só com a convergência em torno de medidas concretas e disponibilizando os meios adequados se poderão ver alterações.
A impunidade que leva “uns poucos” a lançar para os rios e ribeiras todos os resíduos de que querem ver-se livres tem que acabar.
O Tejo passa na nossa região, atravessa as nossas terras e alimenta a nossa agricultura. A dimensão da poluição põe em causa toda esta riqueza e o seu impacto ambiental torna esta situação um problema nacional.
António Gedeão, no seu poema da Memória diz: “Havia no meu tempo um rio chamado Tejo/que se estendia ao sol na linha do horizonte”. Será que um dia só falaremos do Tejo, como uma memória?
Não há inevitáveis quando se trata de defender aquilo que é de todos e todas – os rios, fonte de desenvolvimento, de prazer e de vida.
Eu já assinei.
