O Natal é a época do ano por que muitos anseiam. Os presentes, a árvore, as luzes, os doces, o reunir a família que vê esporadicamente, as férias….os cheiros, o frio, o aconchego do lar….
É também uma época geradora de stress e muita angústia, principalmente para algumas crianças filhas de pais separados. É o passar o dia 24 de dezembro com mãe e o dia 25 com o pai. Na passagem de ano passa o 31 de dezembro com o pai e o dia 1 de janeiro com a mãe. Depois há os atrasos, o querer passar estes dias fora mas não poder porque a distância vai fazer com que não se cumpra o acordo do Tribunal, ou simplesmente porque não se quer dar conta da vida ao ex. cônjuge. É legítimo, mas também é legítimo que as crianças possam gozar estas datas com tranquilidade e com a direito a toda a magia que lhe está associada.
É difícil para muitos pais e mães conseguirem conversar sobre cedências nestes dias e geralmente nenhumas das partes quer dar esse passo. Por outro lado também não querem ficar privados das suas crianças e de verem o brilho nos olhos à chegada do tio vestido de pai natal, e ao abrir dos presentes ao som das doze badaladas. É também este um direito da outra parte, mas é principalmente um direito das crianças. Têm o direito de poderem estar com ambas as famílias sem discussões, com tranquilidade, aproveitando todo o mimo e todo o colo que puderem.
Pais e mães: aproveitem o espírito natalício para deixarem de lado a rigidez dos horários e dos dias. Casos estejam longe, ponderem a possibilidade da criança passar o Natal com um e a passagem de ano com o outro, de modo a evitar passar estes dias em viagem em que nenhuma das partes sai a ganhar. No próximo ano trocam. Tentem cumprir o que acordaram, mas se houver um ligeiro atraso, não sejam demasiado rígidos e conflituosos. Pensem nos vossos filhos e na paz que eles precisam.
Não só no natal mas todo o ano, ponderem a vantagem dos conflitos. Coloquem tudo na balança e decidam com o coração.
Feliz Natal.
