Despediu-se de mim há dois ou três dias. Tinha vindo entregar a chave à Senhoria. Ela, o João, a Beatriz e um casal de amigos. Beijou-me, segredou-me uma vez mais aquilo que das últimas vezes me repetia sempre e, tristemente, sorriu.
Com uma missão tão comprida e já cumprida, pedia que o coração não parasse antes do tempo. Sabia que o seu tempo chegaria, mas não poderia ser para já. Desamparada a loja, não poderia desamparar tudo e todos de uma vez. Sobretudo o “seu João”. Tinha ainda tanto para o mimar…
Afinal, o tempo não lhe deu tempo. E depois do adeus, o coração parou e a Celina partiu.
Até sempre, vizinha. E obrigado pela confiança.
