O dia de sábado fez-se de atividades com as camadas mais jovens do futebol, mas também com uma demonstração de karaté. O momento alto aconteceu ao cair da noite, com a III Gala dos Dragões, que teve lugar na Toca, com jantar, música e entrega dos troféus “Dragão D’Ouro”.
“Nós hoje festejamos os 88 anos do clube. Fizemos anos a 10 de maio, o clube foi fundado a 10 de maio de 1935, mas na altura não estávamos devidamente organizados para conseguir fazer a comemoração”, referiu a presidente do clube, Helena Martinho.
O clube, fundado no dia 10 de maio de 1935, iniciou a programação festiva no Campo CUF com a Taça de Encerramento de Futebol 7 Infantis, opondo CDR Alferrarede e Sport Abrantes e Benfica.
Seguiu-se um jogo amigável entre benjamins, com a equipa da CP Pego. Pelas 17h00 o campo acolheu o jogo amigável entre veteranos e direção/colaboradores do CDR Alferrarede. Às 18h00 teve ainda lugar uma demonstração de karaté, pelo grupo do CDR Alferrarede.
A “Toca do Dragão”, no interior das instalações do Campo CUF, foi previamente decorada para acolher a cerimónia comemorativa dos 88 anos de atividade. A III Gala dos Dragões arrancou às 20h00, com um jantar buffet que reuniu dezenas de atletas, ex atletas, dirigentes, sócios e simpatizantes.
A sessão prolongou-se noite adentro com o momento por que todos aguardavam a decorrer pelas 22h00, com homenagens e entrega de troféus “Dragões D’Ouro”.
“Desde que tomámos posse (…) temos feito a Gala do Dragão em que premiamos algumas pessoas ligadas ao clube, jogadores, sócios, dirigentes e estamos a dar continuidade a esse evento que é o que está a acontecer aqui hoje. É um dia com algumas atividades e depois a noite tem o culminar com esta gala. Não é propriamente um jantar de gala, mas é uma gala para nós”, explicou Helena Martinho.
Na ocasião, a presidente do clube, Helena Martinho, lembrou um dia “muito especial” que assinala uma história repleta de conquistas e significado.







“É uma história de muitas conquistas, que nos enche a todos de orgulho e gratidão por tudo aquilo que temos vindo a alcançar ao longo dos anos. É, para mim, neste momento, uma conquista significativa alcançar esta marca e celebrar décadas de história e tradição no leme deste barco dos “Dragões de Alferrarede””, afirmou.
Apesar de o clube abrantino ter sofrido as consequências de uma crise diretiva, Helena Martinho não baixou os braços e segurou o leme deste “barco”, ajudando-o a chegar até bom porto.
“E ainda que, em tempos passados, pareça que este barco andou um pouco à deriva, a verdade é que, neste momento, sabemos muito bem de onde vimos, mas sabemos ainda melhor para onde vamos e o que queremos!”, sublinhou a responsável.
“De facto, estes 88 anos são um testemunho de resiliência, paixão e dedicação de todos aqueles que por aqui passaram e que, ao longo destes anos, deram de si aquilo que podiam ou queriam dar! Por isso e porque a vida também é feita de glórias, de conquistas e de momentos memoráveis, quero que, juntos, continuemos a escrever a história deste clube e a fortalecer os laços que nos unem enquanto “Dragões de Alferrarede”!”, invetivou a presidente do clube na sua intervenção.
As homenagens e os troféus “Dragões D’Ouro” foram entregues em categorias, distinguindo aqueles que ajudaram e todos os dias ajudam a escrever a história do clube abrantino.
O mestre Leopoldo Lalanda foi distinguido com o “Dragão Disciplina”, uma homenagem atribuída pelo “compromisso em ensinar, pela consistência dos treinos e pelo desempenho exemplar” ao longo dos últimos anos no clube.
Paulo Ferreira recebeu o “Dragão Colaboração” pelo “trabalho excecional, dedicação e esforço” que contribuem para o crescimento do clube.
O “Dragão Antiguidade” foi entregue a Carlos Bani, pela “dedicação incansável, lealdade, paixão e compromisso” ao longo dos anos.
O “Dragão Jovem Jogador” distinguiu o atleta Rodrigo Pena, como reconhecimento pelo “talento, desempenho excecional e compromisso com o clube”.
Por último, foi a vez do médico abrantino Luís Peixoto receber o “Dragão Reconhecimento”, por quem a direção expressou o seu “mais profundo agradecimento” pela dedicação, contribuição, empenho e “generosidade para com o nosso clube”.
A animação musical não faltou, tendo os presentes dançado e convivido ao som do teclista Carlos Pinto.
Em declarações ao mediotejo.net, Helena Martinho recordou que já faz parte da história do clube há muitos anos, tendo até integrado a Comissão Administrativa que guiou o clube até à eleição de novos corpos sociais. Desafiada a presidir aos Dragões de Alferrarede, Helena tornou-se a primeira mulher presidente do CDR Alferrarede em mais de oito décadas de história.
O clube, que conta atualmente com as modalidades de futebol e karaté, integra mais de uma centena de atletas, tendo sido distinguido pela Federação Portuguesa de Futebol como Centro Básico de Formação. A novidade foi avançada pela dirigente, que considerou ser uma “honra e uma mais valia”.
Apesar dos esforços enveredados para a melhoria das condições da sede, nomeadamente ao nível dos balneários, Helena Martinho falou das dificuldades que se prendem, essencialmente, com a falta de atletas.
“A grande dificuldade é conseguirmos captar atletas e que as pessoas acreditem no clube. Nós fomos um clube que durante algum tempo esteve um bocadinho em baixo e agora estamos a tentar recuperar e tem sido muito difícil. As pessoas ainda não acreditam em nós, os resultados também não ajudam”, apontou.
Para o futuro, os planos passam por transformar o atual Centro Básico de Formação numa Entidade Formadora de 3 estrelas, o que Helena espera venha a acontecer num futuro próximo.
“Gostaríamos também de ter todas as camadas de formação, queríamos que os nossos seniores ficassem nos três primeiros, que o nosso karaté se expandisse e tivéssemos mais crianças e jovens a praticar esta modalidade”, acrescentou.
Na data em que foram sopradas as velas do 88º aniversário do Clube Desportivo e Recreativo de Alferrarede “Os Dragões”, a responsável deixou um desejo.
“Queríamos que as pessoas olhassem para nós e sentissem que aqui tinham uma segunda casa também, que é o que é para os que cá estão”, concluiu Helena Martinho.


































