Foto: DR

Na semana passada escrevi aqui sobre as minhas esperanças para o OE2020 tendo em conta as promessas eleitorais que conhecemos da última campanha eleitoral. Infelizmente a minha desconfiança confirmou-se e após o debate na especialidade com o Ministro das Infraestruturas ficámos a saber que nem haverá nova ponte sobre o rio Tejo algures entre Abrantes e a Chamusca, o IC3 não será finalizado, não será encontrada uma alternativa ao acesso do trânsito  de carga perigosas ao Eco Parque do Relvão, o nó da A1 com o IC9 em Fátima também fica para outra altura, e a linha ferroviária do Norte também fica por recuperar na degradada zona de Santarém. Tudo promessas do Partido Socialista e dos restantes partidos.

Pelo mesmo caminho vai o Programa de Valorização das Áreas Empresariais que foi apresentado pelo Primeiro-ministro em 2017 no Entroncamento e que previa criar ligações entre zonas industriais e os principais eixos rodoviários e ferroviários. Eram 12 áreas em todo o país sendo que duas se localizavam no distrito, uma entre Torres Novas e o Entroncamento e a segunda em Rio Maior.

Apesar de tudo isto, o Orçamento foi viabilizado pelo PS, PCP, BE. Isto significa que sem esses votos nunca seria aprovado pois PSD e CDS votaram contra. Isto significa também que, mais uma vez, o fim das portagens na A23 não foi uma prioridade nem para o Bloco de Esquerda nem para o PCP apesar dessa ter sido a sua grande bandeira eleitoral dos últimos anos.  Quando os virem por aí perguntem-lhes…porque aprovaram um Orçamento sem essa grande promessa eleitoral já que BE e PCP tiveram 5 oportunidades para impor essa medida e pelos vistos nunca o fizeram.

Esta semana ficamos também a saber que o orçamento para os politécnicos vai ficar ainda mais abaixo das necessidades. Apesar de aumentar um pouco fica aquém do aumento das responsabilidades criada pelo próprio Governo com redução de propinas, progressão de salários e e de carreiras.

Isto para não falar sequer do mais grave para os cidadãos, a enorme carga fiscal que não cessa de aumentar. Para a semana saberemos mais. A única boa notícia desta semana  foi que ao fim de 8 meses o Ministro da Administração Interna vai finalmente pagar o calote aos bombeiros da região que foram ajudar Moçambique após o furacão IDAI.

Duarte Marques, 39 anos, é natural de Mação. Fez o liceu em Castelo Branco e tirou Relações Internacionais no Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, com especialização em Estratégia Internacional de Empresa. É fellow do German Marshall Fund desde 2013. Trabalhou com Nuno Morais Sarmento no Governo de Durão Barroso ao longo de dois anos. Esteve seis anos em Bruxelas na chefia do gabinete português do PPE no Parlamento Europeu, onde trabalhou com Vasco Graça Moura, José Silva Peneda, João de Deus Pinheiro, Assunção Esteves, Graça Carvalho, Carlos Coelho, Paulo Rangel, entre outros.
Foi Presidente da JSD e deputado na última legislatura, onde desempenhou as funções Vice Coordenador do PSD na Comissão de Educação, Ciência e Cultura e integrou a Comissão de Inquérito ao caso BES, a Comissão de Assuntos Europeus e a Comissão de Negócios Estrangeiros e Cooperação. O Deputado Duarte Marques, eleito nas listas do PSD pelo círculo de Santarém, foi eleito em janeiro de 2016 um dos novos representantes portugueses na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo. É ainda membro da Assembleia Municipal de Mação.
Sócio de uma empresa de criatividade e publicidade com sede em Lisboa, é também administrador do Instituto Francisco Sá Carneiro, director Adjunto da Universidade de Verão do PSD, cronista do Expresso online, do Médio Tejo digital e membro do painel permanente do programa Frente a Frente da SIC Notícias.

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