Fotografia dos anos 50 da ponte do Vale da Ursa. Foto: DR

O deputado municipal e ex-vereador da Câmara da Sertã, Jorge Coluna (PSD), apresentou na sessão da Assembleia Municipal do dia 2 de junho uma recomendação para que a autarquia crie o Arquivo Fotográfico Municipal, “sabendo que terá os meios humanos com capacidade técnica para o implementar e a destreza suficiente para encetar negociações com proprietários dos diversos espólios existentes”.

O objetivo seria “salvaguardar fotografias de eventos, locais ou pessoas que pelos mais variados motivos importa preservar”. São fotografias “que relatam eventos e locais do nosso concelho fazem parte da nossa memória coletiva, são pedaços do nosso património”, realça o proponente.

Jorge Coluna considera justificável “existir um sector próprio no município dotado de todas as condições técnicas e humanas, apenas vocacionado para salvaguardar e centralizar toda a memória fotográfica que constitui e venha a constituir património municipal”.

Outro dos objetivos deste sector seria “registar e guardar todas as obras municipais nas suas principais fases e outros acontecimentos significativos do concelho da Sertã”.

O autarca defende que o arquivo fotográfico poderia também “promover a aquisição de espólios particulares, de antigos fotógrafos ou que constituem arquivo de jornais locais com o intuito de tratar e garantir a sua preservação”, além de estabelecer parcerias institucionais “para o apoio à edição e preservação de fotografias, na produção de exposições ou a sua disponibilização no site do município”.

Seria, segundo o proponente, um arquivo para prestar “um regular serviço de consulta e digitalização de imagens, o apoio às iniciativas de diversos serviços camarários, entidades públicas e privadas, meios de comunicação social, estudantes, investigadores etc”.

Em resposta, o presidente da Câmara acolheu “com muito interesse” a recomendação. Carlos Miranda explicou a criação da unidade de arquivo e história local que terá, entre outras, essa função de trabalhar o arquivo fotográfico, que considera “muito importante”.  

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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