O socialista Hugo Costa relembrou, no Parlamento, quem foram os responsáveis pela negociação e afirmou que “o PS defendeu que não existam transferências de verbas das regiões de convergência para as regiões mais desenvolvidas”. O deputado fez a sua intervenção no debate sobre a reprogramação do “Portugal 2020”, realizado na Assembleia da República, na sexta-feira, 20 de abril.

“O atual Governo assume de forma clara e transparente os objetivos do exercício de reprogramação. Esta transparência e a forma de atuar são o oposto da forma como no passado se trabalharam estas matérias”, começou por referir Hugo Costa, dirigindo-se ao deputado Emídio Guerreiro, do PSD.

Hugo Costa sublinhou que “o anterior Governo apenas se preocupou em estar no pódio dos primeiros a assinar o acordo de parceria.  Uma mera operação de cosmética uma vez que esse acordo não viria a satisfazer as necessidades reais dos portugueses, conforme vieram a atestar as criticas, nomeadamente as críticas feitas pelos autarcas que, no terreno, estabelecem um contacto mais próximo com as populações”, salientou.

O deputado socialista recordou que quase um ano depois do início do programa em novembro de 2015 –  quando o atual Governo tomou posse –  a execução do programa que já devia ter quase dois anos andava perto do zero. “Nós no Partido Socialista, defendemos que não se verifique uma transferência de dotações dos Programas Operacionais das regiões menos desenvolvidas (regiões de convergência) para os Programas Operacionais das regiões desenvolvidas e defendemos a total abrangência dos Programas Operacionais Temáticos”, defendeu.

Questionando os motivos da inércia da anterior legislatura, Hugo Costa vincou que “a estratégia do Partido Socialista passa pela aposta no crescimento considerando que é dessa forma que o Portugal 2020 deve estar ao serviço da economia. Ao serviço das nossas empresas e no desenvolvimento do capital humano, o mais importante dos recursos”.

“O Partido Socialista pode contar com o PSD para esta estratégia de desenvolvimento do país? Esperemos que sim”, concluiu.

Gisela Oliveira

Jornalista profissional há mais de 30 anos, passou por vários jornais diários nacionais, nomeadamente pelo 'Diário de Lisboa', 'Diário de Notícias' e 'A Capital'. Apaixonada pela profissão desde a adolescência, abraçou o jornalismo nas suas diversas áreas, desde o Desporto às Artes e Espetáculos, passando pela Política e pelos temas Internacionais. O jornalismo de proximidade surge agora no seu percurso.

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