O deputado social-democrata Duarte Marques participa a partir desta quarta-feira, dia 21 de março, numa reunião da Comissão de Migrações e Refugiados do Conselho da Europa em Amã, na capital da Jordânia, e visitará na quinta-feira o principal campo de refugiados, Zataari, junto à fronteira com a Síria, o segundo maior campo de refugiados do planeta.

Durante esta quarta-feira, o deputado do PSD que foi Relator do Conselho da Europa para a reforma das políticas europeias para a crise de refugiados, participa em diversas reuniões preparatórias com as principais entidades e autoridades no terreno, com especial destaque para o Presidente do Parlamento da Jordânia, o Ministro da Administração Interna e para a Cooperação Internacional e com os representantes do ACNUR e das autoridades que gerem o acolhimento de refugiados.

O dia de quinta-feira será dedicado a visitar o campo de refugiados de Zataari, junto à fronteira com a Síria, o primeiro local de chegada dos refugiados que fogem da guerra, o “primeiro momento de paz após as atrocidades que têm vivido”.

O objetivo desta visita é “perceber no terreno as insuficiências e oportunidades da estratégia de apoio aos países de trânsito destes fluxos de refugiados. Hoje temos cada vez mais certezas de que o trabalho feito nos países vizinhos dos conflitos é mais eficaz, mais seguro e protege melhor os direitos humanos” revela Duarte Marques.

A Jordânia tem recebido refugiados dos mais diversos conflitos que ocorrem nas suas fronteiras, particularmente da Síria, mas também do Iraque, da Palestina, do Egipto, entre outros. A Jordânia acolhe atualmente cerca de 1 milhão e 600 mil refugiados, dos quais 25% vivem em campos. Num país com dez milhões de habitantes, acolhe refugiados de 62 diferentes nacionalidades diferentes, dos quais 1 milhão e 200 mil são sírios.

O deputado do PSD salienta que “se há muito a fazer na Europa para gerir e acolher melhor os fluxos de refugiados. É cada vez mais essencial reforçar os apoios aos países de trânsito a sul, como a Jordânia, primeiro local de refúgio para quem foge da guerra”.

Os sucessivos cortes feitos ao financiamento por parte das agências das Nações Unidas e da comunidade internacional a estes países vizinhos dos conflitos, “aumentou a distância e o alcance destas rotas de refugiados, que cada vez mais procuram o Norte, e a Europa em particular, pois já não encontram apoio suficiente nos países vizinhos”, sublinha Duarte Marques.

Jornalista profissional há mais de 30 anos, passou por vários jornais diários nacionais, nomeadamente pelo 'Diário de Lisboa', 'Diário de Notícias' e 'A Capital'. Apaixonada pela profissão desde a adolescência, abraçou o jornalismo nas suas diversas áreas, desde o Desporto às Artes e Espetáculos, passando pela Política e pelos temas Internacionais. O jornalismo de proximidade surge agora no seu percurso.

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