“De que serve o 5G em Lisboa se não houver 1G no interior?”, questionou o deputado do PSD, Duarte Marques, natural de Mação e eleito por Santarém. Foto: DR

Na audição do presidente da ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações) na Comissão de Economia da Assembleia da República, o deputado do PSD, Duarte Marques, apelou à ação do regulador do setor das telecomunicações para “resolver o crónico problema da falta de cobertura de rede de telemóvel em demasiadas áreas dos concelhos do interior”, como é o caso de tantos concelhos do distrito de Santarém, Castelo Branco, Guarda, entre outros.

Em comunicado, Duarte Marques dá conta de ter defendido a “criação de um roaming nacional, onde as operadores partilham o serviço de antenas existentes de forma a garantir maior acesso a todas as pessoas”, e perguntou se “caso não se entendam nesse sentido, poderá o regulador ou governo, impor essa solução que servirá melhor as populações, e ao contrário do que pensam alguns operadores, trará também vantagens a todos em matéria de redução de custos e aumento de cobertura?”

O deputado do PSD eleito pelo distrito de Santarém defendeu ainda a obrigação dos vencedores das licenças 5G terem que garantir a cobertura de todo o território com rede móvel e internet.

“Tendo em conta que em breve serão decididos os concursos para as licenças 5G, poderão as condições da licença a atribuir aos vencedores desse concurso exigir e obrigar os operadores a garantir a cobertura de rede, móvel e internet, onde ela ainda não existe?”

Para Duarte Marques “não faz sentido o país avançar para 5G quando há zonas habitadas do país que nem tem 1G”. Esse seria, segundo o deputado, um passo “essencial para garantir maior coesão, combate à exclusão e as desigualdades”.

“Nas respostas dadas de imediato”, pode ler-se na mesma nota informativa, “o Presidente da ANACOM, João Cadete de Matos, concordou com as propostas feitas e garantiu ainda que parte delas estão já em fase de preparação, nomeadamente o concurso para as licenças 5 G. Quanto ao roaming nacional, o presidente da ANACOM indicou que provavelmente será um caminho prosseguir”, conclui.

Mário Rui Fonseca

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