Foto: Kelly Sikkema on Unsplash

Dezembro. Novamente dezembro. De regresso ao mês da família, da compaixão, da harmonia, do sacrifício, do altruísmo, da dádiva, da salvação. De regresso ao mês onde se encerram os sentimentos mais nobres de cada um de nós.

Dezembro. Novamente dezembro. Um regresso especial, a um dezembro que chora num ano atípico e particularmente difícil. Um regresso sem regresso para alguns. Um regresso vazio e sem brilho para outros.

Dezembro. Dar e receber ou dar ou receber? Dar mais e receber menos. Dar mais e receber menos para quem pode, dar menos e receber mais para quem precisa. Este ano ainda com maior atenção e preocupação para equilibrar os desequilíbrios que se acentuaram. Assim devia ser.

Dezembro. Novamente dezembro. De regresso ao mês da hipocrisia, onde se mostra aquilo que não se é ou se revela aquilo que efetivamente se é. De regresso aos brilhos sem calor que escondem vaidades e cultos de personalidade. Dar ou receber? Dar o que não é nosso, receber aquilo a que não temos direito. Assim costuma ser.

Dezembro. Novamente dezembro. Tão igual a todos os outros e tão diferente de todos os outros. Um dezembro que apela ainda mais ao humanismo, à solidariedade e à prática do bem ao próximo. Um dezembro que dispensa fogueiras de vaidades, egoísmos e individualidades. Um dezembro que é este dezembro, que nos diz que não houve outro como este e que apela ainda mais ao melhor de cada um de nós.

Dezembro. Novamente dezembro. Que nos coloca perante um dos maiores desafios da vida de todos nós. Que nos pede para sermos mais atentos e que nos solicita que tenhamos consciência que não podemos mudar o mundo, mas que podemos melhorar o nosso mundo.

Um dezembro que nos faz refletir e que apela ainda mais aos valores de dezembro. Aos genuínos, àqueles que efetivamente fazem a diferença e que nos fazem ser diferentes entre iguais.

Dezembro. Novamente dezembro. Um dezembro igual quando precisávamos de um dezembro melhor. Rendo-me às evidências, mas não desisto de acreditar. E não desistirei enquanto quando um de nós puder fazer a diferença para melhor. Dar ou receber? Dar e receber. Dar crédito e receber esperança.

Vasco Damas

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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