Daniela Elias vence concurso de ideias para artesanato do Ribatejo Interior. Foto: Tagus

Um candeeiro de teto inspirado nos capachos de Mouriscas, da autoria de Daniela Elias, venceu o concurso de ideias «Do Artesanato Tradicional à Inovação» 2024, promovido pela Associação Tagus, no âmbito do projeto Artes e Ofícios do Ribatejo Interior. A proposta vencedora foi eleita pela reação do público, indicou a Tagus.

Com prémios que somam mais de 2 mil euros, o concurso de ideias da TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, em parceria com os municípios de Abrantes, Constância e Sardoal, surge no âmbito do projeto AO.RI – Artes e Ofícios do Ribatejo Interior, e tem por objetivo a preservação do “saber fazer” destes três concelhos do Centro do País, através do aparecimento de propostas de peças diferenciadoras e adaptadas aos mercados atuais.

“Do Artesanato Tradicional à Inovação” lançou o desafio a jovens, mas também a criativos maiores de 22 anos com uma categoria própria, para apresentarem projetos em duas e/ou em três dimensões, acompanhados de memórias descritivas, inspirados nas peças de artesanato tradicional. De Abrantes, o tijolo burro artesanal, os registos do Pego, as seiras e os capachos. De Constância, bonecas de perna de cana e mobiliário em madeira e atabua. De Sardoal, leques de palha e malas de folha de Flandres.

As obras artísticas deveriam utilizar pelo menos uma técnica e uma matéria-prima das artes e ofícios do Ribatejo Interior, com prémios para os três primeiros lugares de cada escalão etário (dos 15 aos 22 anos; com idade igual ou superior a 23 anos) e para cada categoria (2D e 3D).

As 12 melhores propostas estiveram em votação pública, através da reação nas páginas das redes sociais Facebook e Instagram do AO.RI Artes e Ofícios do Ribatejo Interior. Os prémios, que somam um valor total de 2.050 euros, traduzem-se em acesso a diversos equipamentos culturais ou de fruição turística.

Com este concurso, a TAGUS e os municípios envolvidos pretendem estimular a inovação, através da transformação criativa do artesanato, numa ótica de diferenciação adaptada às vivências atuais, além de preservar o “saber fazer”, as técnicas e os materiais tradicionais utilizados no Ribatejo Interior.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

Leave a Reply