Já a população empregada em Agosto reduziu-se para 4.561,9 mil pessoas, ou seja, menos 6,6 mil pessoas empregadas no período de um mês.
A criação líquida de novos postos de trabalho está a reduzir significativamente em termos homólogos. Comparando o 2o trimestre de 2016 com o período homólogo, vê-se que em 2015 criaram-se três vezes mais postos de trabalho do que em 2016.
Entre o último trimestre do ano passado e o 2o trimestre deste ano foram criados cerca de metade do número de empregos que no ano passado no mesmo período.
“O contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB diminuiu, passando de 1,7 pontos percentuais no trimestre precedente para 0,6 pontos, refletindo sobretudo o crescimento menos intenso do consumo privado e a redução mais expressiva do Investimento.”
O país está, desta forma, a endividar-se mais para fazer face a mais gastos. Em quase todos os meses deste ano, o Estado tem vindo a aumentar o total de dinheiro devido aos credores, tendência que se manteve em Agosto.
Pela primeira vez em 17 anos (pelo menos), todo o valor que receberam em salários, pensões e rendimentos do capital foi gasto em consumo, e ainda foram buscar dinheiro às poupanças para pagar estas despesas.
Em vez de uma variação de 1,5% do PIB, como projetado em Março, o banco central está agora (8 Junho) a contar que a economia progrida apenas 1,3% este ano, abaixo da expectativa do Governo e da Comissão Europeia.
No relatório a OCDE também duvida das metas orçamentais do governo para 2017, estimando que no próximo ano o défice fique nos 2,6% do PIB, quando o executivo liderado por António Costa comprometeu-se com um défice orçamental de 1,4% do PIB para esse ano, no Programa de Estabilidade 2016-2020.
A organização também piorou a estimativa da dívida pública na ótica de Maastricht (a que conta para Bruxelas), prevendo agora que represente 128,3% do PIB este ano, mantendo-se nesse valor em 2017.
Esta nova previsão, que está alinhada com as estimativas mais baixas de várias instituições, representa um corte, já que na anterior sondagem a média das estimativas apontava para um crescimento de 1,2% da economia portuguesa este ano.
Têm sido várias as organizações a rever em baixa as suas previsões para a economia portuguesa nos meses mais recentes. O Conselho de Finanças Públicas projetou um crescimento do PIB de 1% este ano e 1,3% em 2017, abaixo da anterior previsão de crescimento de 1,7% nos dois anos.
Além dos economistas consultados pela Bloomberg e do CPF, também outras entidades (como o Montepio e a Comissão Europeia) apontam para um crescimento de 1% no PIB de Portugal este ano.
Segundo dados do INE, o investimento registou uma contração homóloga, pela primeira vez desde o terceiro trimestre de 2013, diminuindo 2,2% face ao mesmo trimestre do ano passado, o que prolonga a desaceleração do indicador.
