Foi no dia 17 de maio que o XI Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo – V Cruzeiro Ibérico do Tejo, iniciou a 1ª das 20 etapas deste ano, mas sem se fazer à água, como previsto, a partir da aldeia ribeirinha do Rosmaninhal (concelho de Idanha-a-Nova). Foi por terra, até Alcántara del Tajo, e assim continuou, por estrada, até este domingo, 1 de junho. Os problemas são vários, como explicou ao mediotejo.net Rui Rodrigues, membro da Confraria Ibérica do Tejo, entidade que organiza o evento.
Questionado sobre se confirmava que o Cruzeiro tem sido feito sempre por terra e que só este domingo entrou no rio Tejo, Rui Rodrigues confirmou e explicou os motivos. “Porque neste momento estão reunidas as condições para podermos ter um barco a fazer o percurso fluvial. Até o momento não estavam encontradas as condições em virtude das obras na barragem de Fratel. E neste momento encontram-se reunidas as condições de navegabilidade e de segurança para se poder realizar, então, por via fluvial, o cruzeiro”, declarou, tendo confirmado que, as primeiras seis etapas foram sempre por terra.

“Correto. Foi sempre por terra. Pouca água no rio, situações que nós consideramos que não estão reunidas a totalidade das condições de segurança para se realizar o cruzeiro por via fluvial. Mas como o importante do cruzeiro é o contacto e a participação das comunidades ao longo de todo o rio, não sendo possível por via fluvial, optamos pela via terrestre”, declarou, tendo indicado que, a partir de agora, seria em água.

ÁUDIO | RUI RODRIGUES, CONFRARIA IBÉRICA DO TEJO:
“Sim, sim, será por água. Aliás, iniciou-se já hoje de manhã com a missa em Alvega, na igreja de Alvega. Neste momento encontramo-nos na barca do Pego para, precisamente, fazer uma pequena cerimónia religiosa, um convívio, e depois seguirá em direção ao Pego. Ali do Pego segue para as Barreiras de Tejo, das Barreiras de Tejo para o Rossio, onde terminará a etapa de hoje”, afirmou, ao final da manhã, dando conta no entanto, que a imagem não seria transportada, como habitualmente, em barco tradicional.
“Não é um barco tradicional, é de um amigo nosso, que nós solicitámos que fizesse o transporte da imagem, porque alguns dos nossos barcos, neste momento, por razões várias, não estão em condições para estar a navegar, e, por isso, solicitámos um amigo nosso que traje um barco não tradicional. Mas, para a frente, irão entrar barcos tradicionais, de amigos pescadores, que irão levar a imagem”, assegurou Rui Rodrigues.
Questionado se, a partir deste domingo, na oitava etapa, que parte no sábado de Tramagal, o percurso já será sempre dentro de água, o dirigente afirmou que era essa a perspetiva.
“Sim, sim, precisamente, é essa a perspectiva. Está já tudo programado para continuar sempre por água”, afirmou Rui Rodrigues, que deixou ainda uma mensagem às comunidades ribeirinhas,
“[Dizer] que o Cruzeiro irá seguir, e, em breve, iremos visitá-las com todo o gosto e o prazer do convívio e na forma sempre acolhedora de todas as comunidades que nos recebem e que nos têm recebido ao longo de todo o Tejo. Apesar de virmos por terra, temos sido muitíssimo bem recebidos ao longo do Tejo”, afirmou.

Este fim de semana, a 6ª etapa do Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo partiu na manhã de sábado de Ortiga (Mação) rumo a Alvega (Abrantes), sempre por terra, onde a comitiva pernoitou com a imagem da Senhora dos Avieiros e do Tejo. Este domingo, a 7ª etapa ligou Alvega a Rossio ao Sul do Tejo, já em percurso fluvial, pela primeira vez, a partir da barca do Pego. A 8ª das 21 etapas previstas inicia no sábado, 7 de junho, em Tramagal, em direção a Vila Nova da Barquinha, e será feita por via fluvial.
Cruzeiro Cultural e Religioso do Tejo com 21 etapas de Espanha a Lisboa
Foi no dia 17 de maio que o XI Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo – V Cruzeiro Ibérico do Tejo iniciou mas sem fazer à água, como previsto, a partir da aldeia ribeirinha do Rosmaninhal (concelho de Idanha-a-Nova). Foi por terra, até Alcántara del Tajo, na zona fronteiriça, e assim continuou, por estrada, até este domingo, 1 de junho.
A imagem de Nossa Senhora dos Avieiros integra a peregrinação desde a etapa inicial, tendo vindo da igreja de madeira da Praia da Vieira de Leiria, onde fica durante todo o ano.
Desde 17 de maio que o Cruzeiro, com a Nossa Senhora dos Avieiros, segue em viagem pelo rio Tejo, com vinte e uma etapas, que decorre até 29 de junho, uma iniciativa que tem como objetivo principal ligar o rio Tejo desde Espanha, tendo como ponto de partida Rosmaninhal, até ao grande estuário do rio, em Oeiras.

O Cruzeiro “de fé e afetos” deverá seguir agora rio abaixo, numa peregrinação que se pretende fluvial, sendo de cariz religioso mas também cultural, onde se aviva a memória da cultura avieira ao longo de seis semanas.
Entre as diversas paragens, surgem os ‘portos’ das comunidades ribeirinhas para adoração à Santa, onde as gentes preparam receções solenes, cerimónias e até missas de campo ou nas igrejas e capelas próximas do desembarque, tudo em louvor da padroeira.
No dia 31 de maio, sábado, a peregrinação partiu de Ortiga (Mação), na sua sexta etapa, percorrendo nesse fim de semana o município de Abrantes, onde atracou ao final do dia de domingo em Rossio ao Sul do Tejo. A comitiva sairá do Médio Tejo no domingo 8 de junho, data em que parte de Vila Nova da Barquinha rumo a Chamusca e Golegã, onde fecha a 9ª etapa.
O Cruzeiro, na sua essência original, constitui-se de um núcleo tradicional, realizando-se por embarcações típicas do Tejo, como o tradicional picoto e a bateira, que transportam a imagem de Nossa Senhora dos Avieiros e do Tejo, em peregrinação fluvial às comunidades ribeirinhas e às aldeias avieiras.
A chegada dos barcos tradicionais às comunidades ribeirinhas e aldeias avieiras, é assinalada com bandas filarmónicas, piqueniques, celebrações religiosas e outras manifestações desportivas e culturais, envolvendo as populações.

A 8ª etapa arranca dia 7 de junho (sábado), a partir de Tramagal, Rio de Moinhos, Amoreira, Constância e Praia do Ribatejo, Arripiado, Tancos, finalizando em Vila Nova da Barquinha.
No domingo, 8 de junho, arranca a 9ª etapa, a partir de Vila Nova da Barquinha, seguindo para Pinheiro Grande, depois Porto das Mulheres – Chamusca e Azinhaga (Golegã). Segue rio abaixo até Oeiras.
Organizado pela Confraria Ibérica do Tejo , o Cruzeiro conta com o Alto Patrocínio da Presidência da República e a colaboração da Stella Maris-Portugal, organização internacional da Igreja Católica para os mares e os rios.
A Confraria Ibérica do Tejo é uma associação de caráter não reivindicativo e o X Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo IV Cruzeiro Ibérico do Tejo tem somente um caráter religioso e cultural.

