Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo inicia 8ª etapa no rio, ligando Tramagal, Constância e Barquinha. Foto: Jorge Santiago/mediotejo.net

A 8ª etapa do Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo, na sua XI edição, partiu este sábado de Tramagal, descendo o rio rumo às localidades ribeirinhas de Rio de Moinhos e Amoreira, no concelho de Abrantes, seguido rumo a Constância e Vila Nova da Barquinha, onde pernoitará. Numa edição com muitos problemas devido à escassez de água e sem os barcos tradicionais, só na 7ª etapa a imagem da Senhora dos Avieiros entrou em água. Até lá, o percurso foi feito por terra, situação que a organização assegura que vai mudar a partir de agora, assim os caudais o permitam.

A 8ª etapa arrancou na manhã deste sábado em Tramagal, onde a imagem da Senhora dos Avieiros e do Tejo foi recebida em festa por largas dezenas de pessoas, com canoagem no Tejo, que hoje se apresentou comum caudal generoso, gastronomia e o inevitável peixe do rio nos assadores, com grupos de escuteiros, momentos religiosos e cantares populares do grupo da ARTRAM a darem um colorido a um Porto da Barca que tem sido alvo de trabalhos de beneficiação que conferem outra dignidade e atratividade ao local.

O caloroso acolhimento em Tramagal e os trabalhos de beneficiação da zona ribeirinha que a junta de freguesia tem realizado não passaram despercebidos a João Serrano, membro fundador da Confraria Ibérica do Tejo e um dos mentores do Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo, a cumprir este ano a sua X1 edição.

“Tem sido incrível o acolhimento e a receção das comunidades ribeirinhas e foi para isto que o Cruzeiro se fez. Para devolver o rio às pessoas e a aproximar o Tejo e as tradições das suas comunidades”, declarou, numa pequena entrevista em direto que pode ver AQUI.

Fotos: Jorge Santiago (em Tramagal) e David Pereira (Rio de Moinhos)

A imagem da Senhora dos Avieiros e do Tejo esteve no Porto da Barca, em Tramagal, entre as 9h00 e as 10h00, seguindo a peregrinação fluvial em direção ao outro lado do rio, onde uma pequena multida aguardava em Rio de Moinhos.

O percurso fluvial fez-se pela primeira vez numa embarcação tradicional – o ‘Bailarico’ -, cedida e conduzida por pescadores de Tramagal. Ainda esta manhã, a imagem da Senhora dos Avieiros transitou para outra embarcação tradicional – o ‘Borda-rio’ – de Constância.

De Rio de Moinhos a peregrinação seguiu rumo a Amoreira, Constância, Praia do Ribatejo, Arripiado e Tancos, e finalizará o dia em Vila Nova da Barquinha, onde pernoitará.

No domingo, 8 de junho, arranca a 9ª etapa, a partir de Vila Nova da Barquinha, seguindo para Pinheiro Grande, depois Porto das Mulheres – Chamusca e Azinhaga (Golegã). Segue rio abaixo até Oeiras, onde chegará no dia 29 de junho.

Foi no dia 17 de maio que o XI Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo – V Cruzeiro Ibérico do Tejo, iniciou a 1ª das 20 etapas deste ano, mas sem se fazer à água, como previsto, a partir da aldeia ribeirinha do Rosmaninhal (concelho de Idanha-a-Nova).

Foi por terra, até Alcántara del Tajo, e assim continuou, por estrada, até ao passado domingo, 1 de junho. Os problemas são vários, como explicou ao mediotejo.net Rui Rodrigues, membro da Confraria Ibérica do Tejo, entidade que organiza o evento.

Questionado sobre se confirmava que o Cruzeiro tem sido feito sempre por terra e que só no domingo, 1 de junho, entrou no rio Tejo, Rui Rodrigues confirmou e explicou os motivos.

“Porque neste momento estão reunidas as condições para podermos ter um barco a fazer o percurso fluvial. Até o momento não estavam encontradas as condições em virtude das obras na barragem de Fratel. E neste momento encontram-se reunidas as condições de navegabilidade e de segurança para se poder realizar, então, por via fluvial, o cruzeiro”, declarou, tendo confirmado que as primeiras seis etapas foram por terra.

Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo só à 7ª etapa entrou no rio e sem embarcações tradicionais. Foto: CIT

“Correto. Foi sempre por terra. Pouca água no rio, situações que nós consideramos que não estão reunidas a totalidade das condições de segurança para se realizar o cruzeiro por via fluvial. Mas como o importante do cruzeiro é o contacto e a participação das comunidades ao longo de todo o rio, não sendo possível por via fluvial, optamos pela via terrestre”, declarou, tendo indicado que, a partir de agora, seria em água.

Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo só à 7ª etapa entrou no rio e sem embarcações tradicionais. Foto: CIT

ÁUDIO | RUI RODRIGUES, CONFRARIA IBÉRICA DO TEJO:

“Sim, sim, será por água. Aliás, iniciou-se já hoje [no domingo] de manhã com a missa em Alvega, na igreja de Alvega. Neste momento encontramo-nos na barca do Pego para, precisamente, fazer uma pequena cerimónia religiosa, um convívio, e depois seguirá em direção ao Pego. Ali do Pego segue para as Barreiras de Tejo, das Barreiras de Tejo para o Rossio, onde terminará a etapa”, afirmou, ao final da manhã de 1 de junho, dando conta que a imagem não seria transportada, como habitualmente, em barco tradicional.

“Não é um barco tradicional, é de um amigo nosso, que nós solicitámos que fizesse o transporte da imagem, porque alguns dos nossos barcos, neste momento, por razões várias, não estão em condições para estar a navegar, e, por isso, solicitámos um amigo nosso que traje um barco não tradicional. Mas, para a frente, irão entrar barcos tradicionais, de amigos pescadores, que irão levar a imagem”, assegurou Rui Rodrigues.

Questionado se, a partir de agora, incluindo a oitava etapa, que parte no sábado de Tramagal, o percurso já será sempre dentro de água, o dirigente afirmou que era essa a perspetiva.

“Sim, sim, precisamente, é essa a perspectiva. Está já tudo programado para continuar sempre por água”, afirmou Rui Rodrigues, que deixou ainda uma mensagem às comunidades ribeirinhas,

“[Dizer] que o Cruzeiro irá seguir, e, em breve, iremos visitá-las com todo o gosto e o prazer do convívio e na forma sempre acolhedora de todas as comunidades que nos recebem e que nos têm recebido ao longo de todo o Tejo. Apesar de virmos por terra, temos sido muitíssimo bem recebidos ao longo do Tejo”, afirmou.

Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo só à 7ª etapa entrou no rio e sem embarcações tradicionais. Foto: CIT

A 8ª das 20 etapas previstas iniciou este sábado, 7 de junho, em Tramagal, seguindo em direção a Rio de Moinhos, Amoreira, Constância, Praia do Ribatejo e Vila Nova da Barquinha, e, segundo a organização, já será toda ela feira por via fluvial. A comitiva sairá do Médio Tejo no domingo, 8 de junho, data em que parte de Vila Nova da Barquinha rumo a Chamusca e Golegã, onde fecha a 9ª etapa.

A 6ª etapa do Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo partiu na manhã de sábado de Ortiga (Mação) rumo a Alvega (Abrantes), sempre por terra, onde a comitiva pernoitou com a imagem da Senhora dos Avieiros e do Tejo. No domingo, dia 1 de junho, a 7ª etapa ligou Alvega a Rossio ao Sul do Tejo, já em percurso fluvial, pela primeira vez, a partir da barca do Pego.

Cruzeiro Cultural e Religioso do Tejo com 21 etapas de Espanha a Lisboa

Foi no dia 17 de maio que o XI Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo – V Cruzeiro Ibérico do Tejo iniciou mas sem fazer à água, como previsto, a partir da aldeia ribeirinha do Rosmaninhal (concelho de Idanha-a-Nova). Foi por terra, até Alcántara del Tajo, na zona fronteiriça, e assim continuou, por estrada, até este domingo, 1 de junho.

A imagem de Nossa Senhora dos Avieiros integra a peregrinação desde a etapa inicial, tendo vindo da igreja de madeira da Praia da Vieira de Leiria, onde fica durante todo o ano.

Desde 17 de maio que o Cruzeiro, com a Nossa Senhora dos Avieiros, segue em viagem, por rio ou terra, com vinte etapas. A iniciativa, que decorre até 29 de junho, tem como objetivo principal ligar o rio Tejo desde Espanha, tendo como ponto de partida Rosmaninhal, até ao grande estuário do rio, em Oeiras.

Passagem do Cruzeiro Religioso da Senhora dos Avieiros e do Tejo junto a Alvega, em Abrantes. Foto arquivo: mediotejo.net

O Cruzeiro “de fé e afetos” deverá seguir agora rio abaixo, numa peregrinação que se pretende fluvial, sendo de cariz religioso mas também cultural, onde se aviva a memória da cultura avieira ao longo de seis semanas.

Entre as diversas paragens, surgem os ‘portos’ das comunidades ribeirinhas para adoração à Santa, onde as gentes preparam receções solenes, cerimónias e até missas de campo ou nas igrejas e capelas próximas do desembarque, tudo em louvor da padroeira.

O Cruzeiro, na sua essência original, constitui-se de um núcleo tradicional, realizando-se por embarcações típicas do Tejo, como o tradicional picoto e a bateira, que transportam a imagem de Nossa Senhora dos Avieiros e do Tejo, em peregrinação fluvial às comunidades ribeirinhas e às aldeias avieiras.

A chegada dos barcos tradicionais às comunidades ribeirinhas e aldeias avieiras, é assinalada com bandas filarmónicas, piqueniques, celebrações religiosas e outras manifestações desportivas e culturais, envolvendo as populações.

Cruzeiro Religioso do Tejo movido pela fé das populações ribeirinhas. Foto arquivo: mediotejo.net

A 8ª etapa arranca dia 7 de junho (sábado), a partir de Tramagal, Rio de Moinhos, Amoreira, Constância e Praia do Ribatejo, Arripiado, Tancos, finalizando em Vila Nova da Barquinha.

No domingo, 8 de junho, arranca a 9ª etapa, a partir de Vila Nova da Barquinha, seguindo para Pinheiro Grande, depois Porto das Mulheres – Chamusca e Azinhaga (Golegã). Segue rio abaixo até Oeiras.

Organizado pela Confraria Ibérica do Tejo , o Cruzeiro conta com o Alto Patrocínio da Presidência da República e a colaboração da Stella Maris-Portugal, organização internacional da Igreja Católica para os mares e os rios.

A Confraria Ibérica do Tejo é uma associação de caráter não reivindicativo e o X Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo IV Cruzeiro Ibérico do Tejo tem somente um caráter religioso e cultural.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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