O X Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo/ IV Cruzeiro Ibérico do Tejo, em viagem pelo rio Tejo, decorre até 30 de junho, em 16 etapas, uma iniciativa que tem como objetivo principal ligar o rio Tejo desde Espanha, tendo como ponto de partida Rosmaninhal, até ao grande estuário do rio, em Oeiras.
Na região, a X edição do Cruzeiro fechou a 2ª etapa no domingo, 19 de maio, com a chegada à praia fluvial do Alamal (Gavião), saindo de Ortiga (09h00) no dia 25, já na 3ª etapa, rumo a Alvega (09h50), Mouriscas (11h30), Barca do Pego (15h30), Pego (16h30), Barreiras do Tejo (18h30) e Rossio ao Sul do Tejo (19h15).
A 4ª etapa arranca dia 26 de maio (domingo), a partir de Tramagal (10h30), Rio de Moinhos (10h45), Amoreira (12h00), Constância (13h30), Praia do Ribatejo (15h15), Arripiado (17h30), e Tancos (18h00), finalizando em Vila Nova da Barquinha (20h15).
Só quatro dias depois arranca a 5ª etapa na quinta-feira (feriado), dia 30 de maio, pelas 09h00, a partir de Vila Nova da Barquinha, seguindo para Pinheiro Grande (10h45), depois Porto das Mulheres – Chamusca (12h30) e Azinhaga (14h00). Segue rio abaixo até Oeiras.

“Ao longo de cerca de 325 quilómetros pelo ‘Tejo ibérico’, segue um cortejo de embarcações tradicionais engalanadas, atracando em 69 locais, onde as comunidades ribeirinhas têm preparadas festividades de receção aos participantes, concluindo-se este trajeto fluvial em um mês e meio (18 de maio a 30 de junho)”.
O habitual Cruzeiro “de fé e afetos” seguirá rio abaixo, numa peregrinação fluvial com cariz religioso mas também cultural, onde se aviva a memória da cultura avieira ao longo de 6 semanas, transpondo barragens e açudes.
Entre as diversas paragens, surgem os ‘portos’ das comunidades ribeirinhas para adoração à Santa, onde as gentes preparam receções solenes, cerimónias e até missas de campo ou nas igrejas e capelas próximas do desembarque, tudo em louvor da padroeira.
Esta é a mais longa das peregrinações até agora realizadas e com mais paragens, em 16 etapas, “dando força à identidade ribeirinha”, quer de portugueses, quer de espanhóis “que vivem nas margens e na bacia hidrográfica do Tejo”.

O Cruzeiro, constitui-se de um núcleo tradicional, realiza-se por embarcações típicas do Tejo, como o tradicional picoto e a bateira, que transportam a imagem de Nossa Senhora dos Avieiros e do Tejo, em peregrinação fluvial às comunidades ribeirinhas e às aldeias avieiras, nas margens do Tejo.
A chegada dos barcos tradicionais às comunidades ribeirinhas e aldeias avieiras, é assinalada com bandas filarmónicas, piqueniques, celebrações religiosas e outras manifestações desportivas e culturais, envolvendo as populações.
A peregrinação fluvial de caráter religioso, em nome da Nossa Senhora dos Avieiros e do Tejo, conta este ano com o apoio de municípios, juntas de freguesia e associações, num total de cerca de 160 entidades.

O Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo aponta a objetivos específicos, como o de “reforçar a identidade das comunidades, aproximando-as através da partilha cultural e religiosa, aproximar as comunidades do rio Tejo para usufruírem da sua riqueza”, e “transformar as comunidades ribeirinhas em elementos divulgadores das enormes potencialidades do rio na área do Turismo Sustentável e das Culturas a ele associadas”.

