Foto: Paulo Jorge de Sousa

Esta fotografia estava aqui na calha para entrar como crónica, já lá vai algum tempo. Quando a fiz, pensei na multiplicidade de elementos que estão figurados e que podem levar às várias leituras que cada um pode fazer.

Eu vi a lua e todo o universo, as constelações, o espaço intangível, a sua influência na terra, nos signos, nas marés, o seu poder em fazer sonhar, vi o tangível, ou seja, o casario onde as pessoas vivem, vi os cabos de comunicações, de eletricidade, das coisas que usamos sem pensar e sem questionar, vi o ar, cheio de ondas de rádio e de sinais de internet, que todos usamos e que ninguém vê, vi a Igreja, lugar de fé e de esperança para os cristãos.

Tudo isto, de uma maneira ou de outra são apenas sinais, representações, em forma de fotografia que, eventualmente, só eu vejo. 

O resto, cabe ao leitor ler, seja lá o que ele quiser, desde que leia. Mesmo não lendo nada. 

Fotografia: Cabeça das Mós, setembro de 2023.

Nasceu no Sardoal em 1964, e é licenciado em Fotografia. Fez o Curso de Fotojornalismo com Luíz Carvalho do jornal “Expresso” (Observatório de Imprensa). É formador de fotografia com Certificado de Aptidão Profissional (registado no IEFP). Faz fotografia de cena desde 1987, através do GETAS - Centro Cultural, do qual também foi dirigente e fotografou praticamente todos os espetáculos. Trabalha na Câmara Municipal de Sardoal desde 1986 e é, atualmente, Técnico Superior, editor fotográfico e fotógrafo do boletim de informação e cultura da autarquia “O Sardoal” e de toda a parte fotográfica do Município. É o fotógrafo oficial do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Em 2009, foi distinguido pela rádio Antena Livre de Abrantes com o galardão “Cultura”, pelo seu percurso fotográfico. Conta com mais de meia centena de distinções nacionais e internacionais. Já participou em dezenas de exposições individuais e coletivas.

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