Hoje é dia de eleições. Vamos escolher um novo governo, se tudo correr normalmente. Em 2022, a última vez que fomos chamados a votar, a abstenção foi de 35%, ou seja, em cada 100 pessoas, 35 não foram às urnas. Estiveram-se a borrifar para o ato eleitoral, não se importaram com quem os iria governar, não quiseram saber do país. O voto é, sobretudo, um ato cívico e cultural.
50 anos passados sobre a revolução de abril é notório que não se tem feito nenhum trabalho no sentido de reforçar a participação cívica e criação de um pensamento crítico democrático.
Com as comemorações do Dia da Mulher na passada sexta-feira, seria importante que todas as mulheres que comemoraram com pompa e circunstância percebessem que essa data foi um marco histórico porque, até há bem pouco tempo, nem o direito tinham de votar. Espero que possam continuar a comemorar hoje, exercendo esse direito que demorou tanto tempo a conquistar.
Fotografia: Sardoal, céu em final de tarde, (vi nesta fotografia um gráfico eleitoral, com um centro e depois duas variantes de pensamento, a direita e a esquerda, (a imagem é horizontal apenas para manter o formato destas crónicas).
