Foto: Paulo Jorge de Sousa

Não tenho a certeza da data em que escreveram esta mensagem. Provavelmente terá sido depois da revolução de abril de 1974. Pelo menos a minha memória diz-me que estão ali há décadas. Lembro-me de as ver sempre ali.

E ainda lá estão, resistentes, a lembrar-nos de que já vivemos muitos anos num regime fascista e ditatorial. Não há comparação possível entre o estado anterior e o tempo em que vivemos mas continuamos a não saber usar os recursos que temos, agora em liberdade.

Antes tínhamos de sair do país apenas por pensar diferente, senão íamos para a cadeia e agora saímos do país para podermos desenvolver e aplicar as nossas potencialidades, enquanto trabalhadores. Na última década, um milhão de portugueses (10% da população total) emigraram em busca de melhores condições de trabalho e de salários mais dignos.

Fotografia: Valhascos, Sardoal, fevereiro de 2023.

Nasceu no Sardoal em 1964, e é licenciado em Fotografia. Fez o Curso de Fotojornalismo com Luíz Carvalho do jornal “Expresso” (Observatório de Imprensa). É formador de fotografia com Certificado de Aptidão Profissional (registado no IEFP). Faz fotografia de cena desde 1987, através do GETAS - Centro Cultural, do qual também foi dirigente e fotografou praticamente todos os espetáculos. Trabalha na Câmara Municipal de Sardoal desde 1986 e é, atualmente, Técnico Superior, editor fotográfico e fotógrafo do boletim de informação e cultura da autarquia “O Sardoal” e de toda a parte fotográfica do Município. É o fotógrafo oficial do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Em 2009, foi distinguido pela rádio Antena Livre de Abrantes com o galardão “Cultura”, pelo seu percurso fotográfico. Conta com mais de meia centena de distinções nacionais e internacionais. Já participou em dezenas de exposições individuais e coletivas.

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