Foto: Paulo Jorge de Sousa

Muitas vezes tento desmontar uma fotografia para perceber o propósito de quem a produz e sobre o que ela quer representar. E procuro referências do autor, da obra, e, por vezes, do seu contexto temporal, geográfico e político. É um exercício comum, fazemos isso com a pintura, a escultura e outras formas de arte e muitas vezes, até, com as palavras.

Mas também existem pensadores que defendem que a fruição das coisas, neste caso de uma fotografia, pode ser feita pelo que sentimos sobre ela, apenas com o olhar, sem qualquer pressuposto intelectual.

Assim sendo, será que toda a fotografia tem de ter um propósito inicial de representar alguma coisa em que seja necessário recorrer ao pensamento, uma vez que quem a irá ver poderá apenas verbalizar sobre a emoção que ela lhe pode provocar?

Fotografia: Sardoal, maio de 2022

Nasceu no Sardoal em 1964, e é licenciado em Fotografia. Fez o Curso de Fotojornalismo com Luíz Carvalho do jornal “Expresso” (Observatório de Imprensa). É formador de fotografia com Certificado de Aptidão Profissional (registado no IEFP). Faz fotografia de cena desde 1987, através do GETAS - Centro Cultural, do qual também foi dirigente e fotografou praticamente todos os espetáculos. Trabalha na Câmara Municipal de Sardoal desde 1986 e é, atualmente, Técnico Superior, editor fotográfico e fotógrafo do boletim de informação e cultura da autarquia “O Sardoal” e de toda a parte fotográfica do Município. É o fotógrafo oficial do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Em 2009, foi distinguido pela rádio Antena Livre de Abrantes com o galardão “Cultura”, pelo seu percurso fotográfico. Conta com mais de meia centena de distinções nacionais e internacionais. Já participou em dezenas de exposições individuais e coletivas.

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