Arripiado, julho de 2022. Fotografia: Paulo Jorge de Sousa

Ontem, o dia de trabalho foi em Sintra, a reportar a festa dos sorrisos, dos abraços, das amizades e de tanto mais. E voltei com a mesma sensação que das outras vezes que por lá passei noutros contextos. Tem paisagens interessantíssimas, um património riquíssimo mas a Vila em si, na zona urbana, está feita para turista “consumir”. Grande parte dos anúncios e ementas estão em inglês e as ruas já se tornam pequenas para tanta gente.

De regresso ao Sardoal, optei por sair da A1 em Santarém e viajar pela “estrada antiga”, para passar por locais onde não passava há algum tempo. E passei por Arripiado, um local bastante simpático e que partilha o mesmo Tejo com Tancos.

Nem tudo está na mesma para aquelas bandas. A paisagem está mais fresca. E mais rica. Soube bem passar por ali em contraponto com o stress que o turismo de Sintra acaba por provocar. É que vai abrir por ali, brevemente (ainda não tem data oficial marcada), o “Arripiado Bar Café”, um espaço com uma esplanada a perder a vista Tejo acima e Tejo abaixo.

Mesmo assim, e ainda em fase de arrumações, pude provar o gelado de Mirtilo com Framboesas e Chocolate da Gelados de Portugal. Está debaixo de olho para voltar lá novamente, ao fim da tarde.

Paulo Jorge de Sousa

Nasceu no Sardoal em 1964, e é licenciado em Fotografia. Fez o Curso de Fotojornalismo com Luíz Carvalho do jornal “Expresso” (Observatório de Imprensa). É formador de fotografia com Certificado de Aptidão Profissional (registado no IEFP). Faz fotografia de cena desde 1987, através do GETAS - Centro Cultural, do qual também foi dirigente e fotografou praticamente todos os espetáculos. Trabalha na Câmara Municipal de Sardoal desde 1986 e é, atualmente, Técnico Superior, editor fotográfico e fotógrafo do boletim de informação e cultura da autarquia “O Sardoal” e de toda a parte fotográfica do Município. É o fotógrafo oficial do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Em 2009, foi distinguido pela rádio Antena Livre de Abrantes com o galardão “Cultura”, pelo seu percurso fotográfico. Conta com mais de meia centena de distinções nacionais e internacionais. Já participou em dezenas de exposições individuais e coletivas.

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1 Comentário

  1. Sintra sempre foi uma vila ocupada nos fins de semana, e periodos de ferias, estou a falar dos anos 60 do sec. passado. Na altura visitada por portugueses na maioria. Hoje serão turistas/ autocarros, e dificuldades de trânsito. Por essas razões , eu que por vezes até me hospedava num hotel, deixei de lá ir , e não mostro Sintra a nenhum amigo estrangeiro, convidando-os a usar uma agência de passeios. É o progresso económico. Mas gostei da restante informação.
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