Foto: Paulo Jorge de Sousa

Na passada crónica viajei pelas Ruas Velhas do Sardoal do início deste século, por entre os negativos a preto e branco do meu arquivo. Desta vez voltei lá, às ruas, para sentir aquele vazio silencioso, esquina após esquina, rua após rua.

Ia já perto do Paço, que é já o final daquelas ruas, quando comecei a ouvir vozes ao longe.

Apressando o passo com os olhos postos nos seixos do rio que fazem parte daquelas calçadas, encontrei, em amena cavaqueira, alguns dos residentes e resistentes: Florinda Sousa, Elizabete Dionisio, Emilia Rosa, Júlio Dionísio e Luísa Costa. 

Claro que a Luísa não queria ficar na fotografia mas lá consegui o registo com todos eles. Ainda deu para relembrar a vida e agitação daquelas ruas noutros tempos.

Passei lá de novo uns dias depois e levei, para cada um deles, uma fotografia impressa, como recordação.

Paulo Jorge de Sousa

Nasceu no Sardoal em 1964, e é licenciado em Fotografia. Fez o Curso de Fotojornalismo com Luíz Carvalho do jornal “Expresso” (Observatório de Imprensa). É formador de fotografia com Certificado de Aptidão Profissional (registado no IEFP). Faz fotografia de cena desde 1987, através do GETAS - Centro Cultural, do qual também foi dirigente e fotografou praticamente todos os espetáculos. Trabalha na Câmara Municipal de Sardoal desde 1986 e é, atualmente, Técnico Superior, editor fotográfico e fotógrafo do boletim de informação e cultura da autarquia “O Sardoal” e de toda a parte fotográfica do Município. É o fotógrafo oficial do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Em 2009, foi distinguido pela rádio Antena Livre de Abrantes com o galardão “Cultura”, pelo seu percurso fotográfico. Conta com mais de meia centena de distinções nacionais e internacionais. Já participou em dezenas de exposições individuais e coletivas.

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