É frequente passar pelas “ruas velhas” do Sardoal, (assim se chamava na altura a zona abaixo da Praça da República, hoje considerada e chamada Zona Histórica), para reviver aquelas ruas da minha infância.
Nasci e cresci junto à Igreja Matriz e, na altura, a tendência era sempre procurar brincadeira para baixo dali, pelo Adro da Igreja, o Largo da Cadeia Velha, o Ensaio da Música, o Chafariz das 3 Bicas, o Paço, etc. Havia sempre por lá bastante gente nos degraus das portas, nas esquinas, a subir ou a descer as ruas com o piso em seixos do rio, como ainda hoje se mantém em algumas.
Agora, com a pandemia, recuperei algumas imagens do meu arquivo fotográfico em negativo que, embora mais recentes, ainda traduzem as memórias de todos os que viveram lá ou por lá passaram.
É o caso desta fotografia, do início deste século, nas Escadinhas da Amargura num final de tarde normal onde encontrei o senhor João Mendonça, a sua esposa Maria José (ambos já falecidos) e Guilhermina Roldão, em amena cavaqueira.
