As máquinas (ou câmaras) fotográficas estão cada vez mais desenvolvidas, permitindo que possamos fotografar sem fazer aquele barulho “clik” que muitas vezes denuncia a nossa presença.
Ia eu rua acima e vi o Vitor Pissarreira a trabalhar na limpeza de um muro. Claro, como ele me está sempre a pedir para lhe tirar uma fotografia, eu apontei a máquina e assim o fiz.
– Já está, disse eu.
Não ficando contente, o Pissarreira olhou para o colega de trabalho que estava com ele na mesma missão e disse:
– Ele não tirou nada, está só a fingir… Ele pensa que me engana mas não, aquilo não fez barulho nenhum.
E pronto, como ele não tem redes sociais, espero que alguém lhe mostre a foto por aqui, através desta crónica. Entretanto, claro que irei imprimir esta fotografia para lhe oferecer.
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Nasceu no Sardoal em 1964, e é licenciado em Fotografia. Fez o Curso de Fotojornalismo com Luíz Carvalho do jornal “Expresso” (Observatório de Imprensa). É formador de fotografia com Certificado de Aptidão Profissional (registado no IEFP). Faz fotografia de cena desde 1987, através do GETAS - Centro Cultural, do qual também foi dirigente e fotografou praticamente todos os espetáculos. Trabalha na Câmara Municipal de Sardoal desde 1986 e é, atualmente, Técnico Superior, editor fotográfico e fotógrafo do boletim de informação e cultura da autarquia “O Sardoal” e de toda a parte fotográfica do Município. É o fotógrafo oficial do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Em 2009, foi distinguido pela rádio Antena Livre de Abrantes com o galardão “Cultura”, pelo seu percurso fotográfico. Conta com mais de meia centena de distinções nacionais e internacionais. Já participou em dezenas de exposições individuais e coletivas.
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