Num dos meus passeios de fim de tarde, passei pelo Albino e pela sua esposa, a Cristina, que andavam a apanhar a azeitona, como muita gente nesta altura do ano. Cumprimentei-os e pedi para tirar a fotografia. Foram muito amáveis e disseram que sim, que podia tirar à vontade. Isto de andar sempre com uma máquina fotográfica na mão e conhecer as pessoas raramente me devolvem o não.
O Albino estava satisfeito com a compra daquela ferramenta, um varejador elétrico.
Estava ligado à bateria que é a do trator e que para esta tarefa estava dentro de um carro de mão, para estar mais próximo e por ser mais prático de transportar de oliveira em oliveira.
“Isto faz o trabalho de meia dúzia de pessoas, assim conseguimos fazer isto mais rápido e com menos gente”, dizia-me, ele enquanto exemplificava o seu funcionamento.
Este ano tenho visto nas redes sociais que os lagares estão cheios de trabalho, havendo mesmo filas intermináveis de pessoas com tratores e carrinhas cheios de sacos de azeitona que chegam a passar lá parte da noite para não perderem a sua vez.
Fotografia: Sardoal, novembro de 2021.
