No próximo dia 28, a Feira de S. Simão ou da Fossa volta ao Sardoal, depois de dois anos de interrupção pela pandemia. Lembro-me bem da vila do Sardoal no dia desta feira, sobretudo quando me iniciei na fotografia, em finais dos anos 80. Na altura ainda fotografava por fotografar.
Todo este processo estava a ser uma descoberta e eu aproveitava tudo para poder experimentar técnicas, películas, revelações caseiras, objetivas e sobretudo para treinar o meu olhar, a minha forma de ver o que se ia passando à minha volta.
E as feiras eram um bom motivo para sair com a máquina e dois ou três rolos de película a preto e branco de preferência (comprava película a metro, geralmente em caixas de 16 e de 30 metros que, em completa escuridão, ia distribuindo pelas cassetes de modo a terem as 36 exposições dos rolos normais). Também já começava a dominar as técnicas de revelação em casa, tornando todo o processo muito mais barato e mais prazeroso.
E estes dias eram dias de festa, muita gente pelas ruas e até me atreveria a dizer que isto já era uma forma de turismo, embora não de uma forma organizada e assumida como hoje e como ainda acontece em várias zonas do país com feiras deste tipo, onde foram acrescentadas outras valências como animação musical, mostra de produtos locais, concursos e provas de vinhos, e outras iniciativas de modo a que as feiras ainda pudessem ser uma maneira de atrair visitantes e divulgar e promover os produtos locais.
Bem, já vai longa esta crónica e deixo-vos uma dessas fotografias do Sardoal que mostram e testemunham parte da nossa história.
