Daqui a cerca de três meses realizam-se eleições autárquicas. E, na nossa região, nas redes sociais, já são notórias algumas ações/reações vestidas de discurso eleitoralista.
Claro que, como se costuma dizer, quem está no poder tem sempre vantagem porque o seu trabalho é muito mais visível do que o trabalho das oposições, por mais que estas se esforcem e tentem manter a sua coerência ao longo do tempo.
Mas são poucos os casos que conheço de oposições que trabalhem convictamente o mandato todo, pelo menos aqui pela região que conheço.
Reconheço no Bloco de Esquerda, em Abrantes, uma oposição constante, preocupada e permanente, porque de resto só uns meses antes das eleições é que são notórias movimentações de quem tem algumas aspirações ao poder, o que é mau. No Sardoal, por exemplo, em 2018, as Grandes Opções do Plano e o Orçamento Municipal para 2019 até foram aprovados por unanimidade em reunião de câmara e assembleia municipal.
O que espero é que as oposições assumam o que de facto são: oposições.
E que o sejam a tempo inteiro, com ideais convincentes e fundamentados e que possam, ao mesmo tempo, provar que o que tem sido feito pelo poder em funções pode não ser o adequado para resolver os problemas das populações.
