Remando contra a corrente, contra tudo e contra todos, o esforço pode sair inglório. E não depende sempre de nós, por mais que concentremos as forças na nossa luta.
Por exemplo, o Rossio ao Sul do Tejo, outrora pujante e altamente importante na indústria e no comércio regional, vai perder a última dependência bancária das três que existiam (e a caixa multibanco, para ficar a funcionar, poderá ter de ser a Junta de Freguesia assumir as despesas de instalação).
Uma coisa leva a outra. A indústria já foi, as pessoas têm de procurar alternativas de emprego fora. É comum em muitos sítios deste Portugal esquecido que continua com falta de verdadeiras políticas de combate à desertificação.
Se não há emprego, não há gente. Se não há gente, não há movimento. Se não há movimento, os bancos não têm lucro. Se não têm lucro, fecham e vão embora também.
Longe vai o tempo em que havia setores estratégicos que ainda estavam sob a alçada governamental para garantir algum serviço público.
Agora não. Tudo pode ser privado e vantajoso para o Estado, dizem eles, os governantes.
A bem dizer, eles estão-se a borrifar para isso. Fazem os negócios em nome de todos nós com a promessa encapotada de serem convidados para essas empresas e poderem beneficiar dos negócios que fizeram em nosso nome e acumular riqueza pessoal.
E nós, cá vamos indo, sem ver no horizonte, grandes mudanças nisto tudo.
Portugal precisa de estadistas, não de líderes e de aparelhos partidários.
